ESPAÇO GEOGRÁFICO RURAL
Surgem assim novas paisagens:
- Paisagem Rural
- Paisagem Urbana
- Paisagem Natural – aquela que não sofreu nenhuma ação humana. As transformações ocorrem pela ação dos elementos da natureza: furacões, chuvas, rios, neve, vulcões etc.
Esses
elementos modificam a paisagem normalmente em longos ciclos.
Quando
temos a ação humana na natureza, determinamos o espaço como “espaço geográfico”.
Dois
aspectos principais que caracterizam o chamado Espaço Geográfico:
·
As transformações
foram rápidas. Os elementos naturais foram quase que eliminados.
Como exemplo, temos os grandes centros urbanos.
Como exemplo, temos os grandes centros urbanos.
·
Organização do
espaço.
O
homem no espaço natural com funções específicas:
- Exploração de minérios
- Obtenção de água
- Produção de alimentos
- Extração de madeiras
- Lazer
- Estradas
Tudo
isso transforma os espaços naturais em espaço geográfico.
- Cada espaço geográfico tem uma função diferente e características próprias.
- A transformação do espaço natural incialmente é baseada na economia predatória:
Os grupos humanos
existentes retiram tudo que precisavam da natureza como a coleta de frutos,
raízes, caça e pesca.
-
Esse período é denominado de Período Paleolítico. Nesse período usavam-se
instrumentos e armas rudimentares, onde a maioria era feitos com pedras
lascadas (Idade da Pedra Lascada).
-
Período
Paleolítico é marcado também pela descoberta do fogo, machados e arco e
flecha.
Obs.: Os agrupamentos urbanos se deslocavam em busca de alimentos e clima
mais agradável. (Nomadismo)
-
Período
Neolítico – Idade da Pedra Polida. Característica desse período são os
agrupamentos humanos que se fixam (sedentarização), a descoberta da agricultura
e pecuária.
Obs.: Surgem os primeiros núcleos do espaço geográfico
rural.
-
Toda essa transformação, assinala a passagem da Pré-história para a História –
Produção Agrícola.
-
A partir deste momento, o homem passa a ter um domínio maior sobre a natureza
como armazenamento de cereais, frutas, carne, etc.
-
As primeiras aglomerações surgiram nos vales dos rios Nilo (África), Tigre e
Eufrates, Ganges e Amarelo.
-
Novas técnicas e invenções surgem: cerâmica, tecelagem, roda, moinhos e
fundição de metais.
-
O Espaço Rural depende da natureza. Elementos essenciais: água, alimentos e
energia.
-
Os elementos por mais artificiais que pareçam, tem como base as matérias-primas
que são provenientes da natureza.
-
O homem com essa necessidade, acabou provocando profundas transformações ao
meio.
-
As alterações foram rápidas, resultando em alguns problemas.
-
A natureza não tem tempo repor todos os recursos renováveis. Isso se deve:
- A aceleração do crescimento populacional
- Rápida urbanização
- Inserção de pessoas na sociedade de consumo
- Aumento do volume dos produtos industrializados
- O
processo é acelerado, o que resulta na dificuldade de encontrar soluções
rápidas a fim de amenizar tal impacto ao meio ambiente.
-
Muitos recursos podem vir a refletir, como exemplo, temos a questão da água em
algumas partes do mundo, inclusive no Brasil.
-
A natureza não determina o homem e nem o homem a natureza, mas há uma interelação
entre o homem e a natureza.
-
Os recursos naturais estão distribuídos de maneira irregular, o que pode
influenciar a organização socioeconômica humana.
-
As novas tecnologias tem buscado diminuir a influência da natureza sobre a
humanidade. Exemplo: irrigação em lugares desérticos.
-
Infelizmente, nem todos detém de tais tecnologias. Algumas sociedades por
possuírem mais recursos, desfrutam destas modernidades.
-
A natureza impõem limites.
·
Mesmo como toda a
modernidade, o homem não rompeu definitivamente com a natureza.
·
Existem as
barreiras climáticas, locais inóspitos que dificultam à agropecuária.
·
Alguns produtos
aqui fáceis de serem produzidos tornam-se raros em países de clima temperado.
·
Os climas representam
o limite mais evidente para a agropecuária.
·
Áreas polares, as
altas montanhas, regiões semiáridas e áridas, são difíceis para o cultivo.
Mesmo com as novas tecnologias, seus custos são altos.
Obs.: As áreas de difícil ocupação humana recebe o nome
de anecúmenos.
-
A humanidade como distribuidora de espécies:
·
Século XV temos
as grandes navegações – ocorre o processo de aceleração das espécies.
- Nos
dias de hoje, o contrabando de espécies raras, continuam, no caso para as
indústrias farmacêuticas (biopirataria).
-
A Amazônia e o Cerrado são dos dois grandes biomas brasileiros que sofrem com a
biopirataria, em razão da sua biodiversidade.
-
Os avanços tecnológicos tem permitido o processo de expansão das áreas onde são
cultivadas as diferentes espécies de vegetais:
- Aumento das áreas cultiváveis – áreas até então impróprias para o cultivo como zonas áridas e semiáridas, hoje são produtivas. Uso sistema de gotejamento, irrigação, adubação química do solo, reviramento do solo e etc.
- Aumento das áreas cultiváveis – áreas até então impróprias para o cultivo como zonas áridas e semiáridas, hoje são produtivas. Uso sistema de gotejamento, irrigação, adubação química do solo, reviramento do solo e etc.
· Aumento das áreas
cultiváveis – áreas até então impróprias para o cultivo como zonas áridas e
semiáridas, hoje são produtivas. Uso sistema de gotejamento, irrigação,
adubação química do solo, reviramento do solo e etc.
· Tudo isso,
colabora para o aumento da produtividade. As pesquisas em biotecnologia na criação
de sementes e plantas mais resistentes a pragas, evolução de técnicas e
instrumentos agrícolas.
ESPAÇO
RURAL
As
três primeiras atividades econômicas do meio rural:
- Extrativismo (vegetal e animal)
- Agricultura
- Pecuária
-
Coma Revolução Industrial, aumenta-se o cultivo de plantas (meados do século
XIX)
·
Grande crescimento
populacional – maior demanda por produtos agrícolas para a alimentação e
vestuário.
·
As áreas cultiváveis
do mundo representam somente 14,9%. Os obstáculos como áreas áridas, desertos,
geleiras e montanhas, dificultam o cultivo, daí da forte intervenção humana.
·
O habitat rural
vai variar de região para região.
-
Habitat rural tradicional – caracterizada pela dependência da força de trabalho
humana e animal. Isolamento da economia moderna. Pouco ou nenhum contato com as
cidades. Pode ser disperso ou aglomerado.
-
Habitat rural moderno – comum em países desenvolvidos e em alguns países
subdesenvolvidos industrializados. São modernas e mecanizadas. Integração a
economia mais moderna e as cidades. Relação campo-cidade. O campo fornece alimentos
e matérias-primas e a cidade em troca fornece maquinários agrícolas, adubos,
pesticidas e etc.
-
Esvaziamento do Espaço Rural
O campo
vem sofrendo, esvaziamento. O processo de esvaziamento acelera a partir do
século XIX com a Revolução Industrial.
O
processo de urbanização é desigual. País desenvolvido tem maior urbanização e
um campo mais vazio.
AGROINDÚSTRIA
- Foi
impulsionada com o fim do colonialismo e ampliação da Revolução Industrial.
O
processo de desenvolvimento da agroindústria, só se desenvolveu em razão da
expansão da urbanização. O processo de urbanização provoca uma necessidade maior
de produtos (matérias-primas), daí da sua modernização. Utiliza-se um número,
reduzido de mão de obra, pois o emprego de novas tecnologias substitui o homem.
O uso de trabalhadores permanentes é baixo (motoristas, agrônomos e
veterinários). Temos os temporários. Aqui no Brasil são os boias-frias. No EUA,
os imigrantes ilegais servem de mão de obra para as lavouras.
-
Década de 1970 – expansão da agroindústria no Brasil. Produção de
cana-de-açúcar. Crise do Petróleo em 1973 – Governo cria o Proálcool.
- As
nossas lavouras hoje, sofre com a redução da mão de obra temporária,
especialmente na época de colheitas como a cana de açúcar.
-
Motivos da Redução – introdução das máquinas agrícolas, mecanização do campo,
mão de obra especializada.
-
Consequências – êxodo rural, que vai provocar inchaços urbanos nas pequenas e médias
cidades, originando bairros pobres, periferia, problemas tipos de cidades grandes.
- No
Brasil, a agroindústria expande-se desde 1970. No centro-sul surgem grandes
complexos.
- A
soja depois da cana-de-açúcar ganha espaço na agroindústria. Inicialmente foi
cultivada no sul do país e depois passo a ser cultivada no centro-oeste. O cultivo
no centro-oeste deu-se em razão do emprego de tecnologias na qualidade das
sementes e na correção dos solos ácidos (sistema de calagem).
- Oeste de SP e o Triângulo Mineiro - áreas modernizadas do país com criação de gado e confinado e ração balanceada.
- Oeste de SP e o Triângulo Mineiro - áreas modernizadas do país com criação de gado e confinado e ração balanceada.
AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA
-
É aquela onde o camponês produz o necessário para atender as necessidades de sua
família, o que resta, ele pode até negociar ou trocar. Utilizam-se técnicas
rudimentares, trabalho manual, às vezes com tração animal e baixa
produtividade.
AGRICULTURA
DE PLATATIONS
- Desenvolvida
a partir do século XVI, quando os europeus ampliaram sua expansão colonial na
África, Ásia e América. Os portugueses foram os primeiros a instalar esse tipo
de agricultura (Açores). A mão de obra era escrava (africana), grandes
propriedades (latifúndios), produção voltada para o mercado externo,
monocultura (produto tropical).
A QUESTÃO AGRÁRIA NO BRASIL
Grande concentração de terras, confronto inicialmente com os indígenas, terras distribuídas pela Coroa Portuguesa (capitanias hereditárias). A partir do século XIX temos a formação de grandes massas camponesas (fim da escravidão e a vinda de imigrantes).
Século XX - aumento da população rural quanto a concentração de propriedades. - Agrava mais ainda a questão agrária brasileira.
1960 - As leis desta década acaba gerando o quadro atual - fim do colonato e a expulsão do trabalhador rural.
- A estrutura agrária no Brasil apresenta-se concentrada nas mãos de uma minoria.
- Tal situação data do Brasil Colônia:
A QUESTÃO AGRÁRIA NO BRASIL
Grande concentração de terras, confronto inicialmente com os indígenas, terras distribuídas pela Coroa Portuguesa (capitanias hereditárias). A partir do século XIX temos a formação de grandes massas camponesas (fim da escravidão e a vinda de imigrantes).
Século XX - aumento da população rural quanto a concentração de propriedades. - Agrava mais ainda a questão agrária brasileira.
1960 - As leis desta década acaba gerando o quadro atual - fim do colonato e a expulsão do trabalhador rural.
- A estrutura agrária no Brasil apresenta-se concentrada nas mãos de uma minoria.
- Tal situação data do Brasil Colônia:
- princípio uti possidetis - posse pelo uso.
- cultivo da cana-de-açúcar, utilizavam-se grandes propriedades.
- século XIX - nova atividade agrícola (café).
Café - Vale do Paraíba (RJ) - (interiorização) oeste paulista (SP) - formação de uma elite que domina a política e a economia do país (café com leite).
- Sudeste torna-se a região mais rica.
- Junto a produção de café, permiti-se a a agricultura de subsistência. Inicialmente com os escravos, mais tarde os imigrantes. Muitos trabalhadores passam a ser assalariados permanentes, mas sem registro, nem o recolhimento de benefícios e encargos sociais.
1964 - novas leis impostas pelos militares - 13º salário e férias remuneradas. Tais medidas resultam em dispensas nas fazendas e acaba gerando aumento do êxodo rural. migrações para o centro-oeste em busca de novas terras e surgimento dos sem-terras.
- A região do sul é a única que diferencia-se de ocupação agrícola:
- propriedade de pequeno porte (minifúndios)
- trabalhadores (colonos europeus) (famílias)
- Policultura
- clima diferenciado
- produção para o comércio e sua subsistência
- garantir a soberania nacional
No governo militar, Castelo Branco sancionou a lei 4504, que tratava do Estatuto da Terra. Até então, foi o melhor proposta organizada de reforma agrária no Brasil. Infelizmente esse projeto acabou sendo marginalizada.
Observação:
- Grileiro - termo dado a pessoa que forjam documentos, subornando cartórios, se tornado dono das de terras muitas vezes já ocupada por famílias a anos ou até reservas indígenas, causando conflitos.
O termo grileiro vem do costume de se colocar grilos dentro de uma caixa com os documentos forjados para esses adquirirem aspecto envelhecido por conta dos excrementos dos grilos.
- Uti possidetis - é um princípio de direito internacional segundo o qual os países que de fato ocupam um território possuem direito de posse sobre este.
Pelo Uti Possidetis a terra deveria ser ocupada por aqueles já se encontravam estabelecidos nela, com residência fixa e trabalho nas redondezas. Desta forma os portugueses se firmaram no grande território que hoje forma o Brasil.
Se pararmos para analisar a aplicação desse princípio, observaremos quem de fato teria direito, seria os indígenas que aqui já habitam antes dos portugueses, portanto, os verdadeiro donos.
- Sabemos que o processo de concentração fundiária caminha junto à industrialização da agropecuária com predomínio de capitais. Os pequenos agricultores não conseguem competir e são forçados a abandonar suas lavouras de subsistência e vender suas terras. A mecanização também contribui para a redução do trabalho humano, exigindo especialização de funções. Observamos um aumento do trabalho assalariado e de diaristas.
Observação:
- Grileiro - termo dado a pessoa que forjam documentos, subornando cartórios, se tornado dono das de terras muitas vezes já ocupada por famílias a anos ou até reservas indígenas, causando conflitos.
O termo grileiro vem do costume de se colocar grilos dentro de uma caixa com os documentos forjados para esses adquirirem aspecto envelhecido por conta dos excrementos dos grilos.
- Uti possidetis - é um princípio de direito internacional segundo o qual os países que de fato ocupam um território possuem direito de posse sobre este.
Pelo Uti Possidetis a terra deveria ser ocupada por aqueles já se encontravam estabelecidos nela, com residência fixa e trabalho nas redondezas. Desta forma os portugueses se firmaram no grande território que hoje forma o Brasil.
Se pararmos para analisar a aplicação desse princípio, observaremos quem de fato teria direito, seria os indígenas que aqui já habitam antes dos portugueses, portanto, os verdadeiro donos.
- Sabemos que o processo de concentração fundiária caminha junto à industrialização da agropecuária com predomínio de capitais. Os pequenos agricultores não conseguem competir e são forçados a abandonar suas lavouras de subsistência e vender suas terras. A mecanização também contribui para a redução do trabalho humano, exigindo especialização de funções. Observamos um aumento do trabalho assalariado e de diaristas.
TRANSPORTES
Na Era Varga, o transporte
ferroviário predominava no Brasil. O Brasil já teve mais de 38 mil quilômetros
de ferrovias. Em 1999 a sua rede foi reduzida para um pouco mais de 29 mil
quilômetros, quando transportou quase 260 milhões de toneladas e carga.
Em 1860 e até 1870, houve
a chamada expansão e evolução do sistema paulista de transporte. A maior parte
da atual extensão ferroviária nacional encontra-se na Região Sudeste onde os
estados de São Paulo e Minas Gerais têm cada um, cinco mil quilômetros de
ferrovias. Tudo isso se deve as estruturas instaladas no auge da economia
cafeeira.
Transportam
grandes quantidades de mercadoria, com uma quantidade menor de combustível.
Tudo isso faz baratear o produto final ao consumidor.
O transporte ferroviário é
uma parte fundamental da cadeia logística que facilita as trocas comerciais e o
crescimento econômico.
Permite o transporte de
cargas de baixo valor total, em grandes quantidades, entre uma origem e um
destino, a grandes distâncias, tais como: minérios, produtos siderúrgicos,
agrícolas e fertilizantes e etc.
Nos EUA, o setor
ferroviário corresponde a 50% da matriz de transporte, com 25% para o
rodoviário e 25% para o hidroviário.
No
governo de Juscelino temos incentivos as indústrias automobilísticas, mas a verdade
é que o Brasil vinha optando pelo setor rodoviário ao priorizar investimentos
já desde o inicio do século XX.
O
governo JK optou pelo rodoviário como política de governo em grande parte para
estimular a vinda de indústrias, em especial do setor automobilístico. A partir daí, o transporte rodoviário
toma impulso passando a ser o sistema mais utilizado para o deslocamento de
cargas e serviços. É um transporte dinâmico e ágil, sendo muito prático para
percorrer pequenas distâncias.
A navegação fluvial no Brasil anda
concentra-se principalmente na região Amazônica em razão do povoamento que
ocorre nas margens dos rios, já que a região é dominada por uma grande bacia hidrográfica.
Já o aéreo, tem uma grande importância no
transporte de passageiros. Exerce um grande papel na ligação entre lugares
distantes.
Hoje é muito comum o chamado transporte que
se realiza por meio de tubo (dutoviário), onde se transporta oleodutos, minerodutos,
substâncias gasosas.
Os custos que muitas empresas tinham no
deslocamento de pessoas com hospedagens, passagens e estadias, foram
customizadas em razão do avanço tecnológico das telecomunicações e da computação.
O tempo foi reduzido trazendo benefícios. Entre eles podemos citar: videoconferência,
e-mail, whatsap e outros.
República Popular da China / Hong Kong
Na década de 1990, a República
Popular da China tem um crescimento na razão de 18%. Representa um dos maiores
recordes desde o fim da Guerra Fria. Tudo isso se deve as reformas que foram
iniciadas na década de 1980, como abertura econômica onde temos a entrada das
multinacionais, indústrias voltadas para a exportação, porém, com uma política
fechada.
Em 1997 o protetorado britânico
Hong Kong, é entregue a República Popular da China. O governo chinês. Mantém status
especial para esse tigre asiático, já que possui um padrão socioeconômico
muito elevado se comparado ao chinês. A China possui uma estrutura altamente
centralizada num único partido o PCCs. Hong Kong com sua economia capitalista apesar
de incorporada ao território chinês mantém status de Região Administrativa
Especial. Hong Kong deverá manter até 2047 seu sistema econômico, a moeda e um
alto grau de autonomia administrativa. A China responderá pela política externa
e pela defesa da região.
Posted by Francisco Geo
Oriente Médio
- Revolução Islâmica no Irã – 1979
- Guerra Irã x Iraque - 1980 - 1988
- Guerra do Golfo – 1990 – 1991
- Governo talibã no Afeganistão (década de 1990)
- Invasão estadunidense ao Afeganistão (2001)
- Invasão estadunidense ao Iraque (2003)
No Irã (1979) ocorre a queda da monarquia, o Xá Reza Pahlevi
é retirado do poder, caindo assim a monarquia e a ascensão dos líderes
religiosos, dando início da teocracia xiita. Era a Revolução Teocrática, onde
os aiatolás que representam os clérigos da mais alta posição na hierarquia do islamismo
xiita.
Observamos então, a pretensão do Islã criar Estados islâmicos
para que se torne uma nova força mundial. Com isso temos uma unidade entre
religião e política que é denominado de fundamentalismo.
O Irã governado pelos aiatolás, sendo o mais famoso na época
o Khomeini, já falecido, foi responsável por essas mudanças nesse país
(Revolução Islâmica). Esse conjunto de mudanças ocorrido no Irã em 1979, acabou
por provocar a queda do Xá Reza Pahlevi.
Sabemos que o Oriente Médio vive uma situação conflitosa
explícita e tudo é decorrente de religiões, culturas e interesses estrangeiros
por uma série de questões.
Na década de 1990, Saddam Husseuin se acha no direito de
invadir o Kwait e anexá-lo, alegando razões históricas. Alegava também que o
país invadido estava negociando a venda de petróleo a preço menor e assim
prejudicando o país de Saddam. Pediu indenizações milionárias ao governo do Kuwait.
Assim, inicia-se mais um conflito na região sendo conhecida
como a Guerra do Golfo.
Os EUA ao sofrerem com o ataque de 11 de setembro, o governo
de George Walker Bush decidiram empreender uma “guerra contra ao terror”. A
partir desse momento temos uma campanha política, pregando a intervenção no
chamado “eixo do mal”. Nesse grupo estaria na época o líder político do Iraque
Saddam Hussein.
A invasão do Irã sobre o Iraque resultou
O conflito nessa região já vem de longas datas. As guerras
entre árabes e judeus, tiveram como causa principal o problema de uma população
sem território, dos refugiados palestinos em razão da criação do Estado de
Israel.
Posted by Francisco Geo
Atenção
O Estado de Israel foi criado pela ONU (Organização das
Nações Unidas) em 1948. A sua criação provocou um avalanche de conflitos constantes
na região. A expansão de Israel sobre a Palestina tem um caráter geopolítico no
tocante à expansão do território, fato que se cruza com questões culturais,
étnicas, religiosas e históricas.
O Estado de Israel possui um farto aparato bélico. As
guerras envolvidas, fez o país ocupar várias partes do território palestino
como a Cisjordânia e a Faixa de Gaza que até hoje permanecem ocupadas.
O EUA, na condição de potência, sempre apoiou o Estado de Israel.
A presença de um Estado forte como Israel, contribui para os interesses
econômicos dos EUA na região.
BRICS
Não se trata de um bloco econômico ou uma instituição internacional, mas de um mecanismo internacional na forma de um agrupamento informal, ou seja, não registrado burocraticamente com estatuto e carta de princípios.
Em 2001, o economista Jim O´Neil formulou a expressão BRICs (com “s” minúsculo no final para designar o plural de BRIC), utilizando as iniciais dos quatro países considerados emergentes, que possuíam potencial econômico para superar as grandes potências mundiais em um período de, no máximo, cinquenta anos.
O que era, no início, apenas uma classificação utilizada por economistas e cientistas políticos para designar um grupo de países com características econômicas em comum, passou, a partir de 2006, a ser um mecanismo internacional. Isso porque Brasil, Rússia, Índia e China decidiram dar um caráter diplomático a essa expressão na 61º Assembleia Geral das Nações Unidas, o que propiciou a realização de ações econômicas coletivas por parte desses países, bem como uma maior comunicação entre eles.
A partir do ano de 2011, a África do Sul também foi oficialmente incorporada ao BRIC, que passou então a se chamar BRICS, com o “S” maiúsculo no final para designar o ingresso do novo membro (o “S” vem do nome do país em Inglês: South Africa).
Atualmente, os BRICS são detentores de mais de 21% do PIB mundial, formando o grupo de países que mais crescem no planeta. Além disso, representam 42% da população mundial, 45% da força de trabalho e o maior poder de consumo do mundo. Destacam-se também pela abundância de suas riquezas nacionais e as condições favoráveis que atualmente apresentam para explorá-las.
BRICS
desafiam a ordem econômica internacional
Durante a V Cúpula do BRICS, em 27 de Março de 2013, os países do eixo decidiram pela criação de um Banco Internacional do grupo, o que desagradou profundamente os Estados Unidos e a Inglaterra, países responsáveis pelo FMI e Banco Mundial, respectivamente. A decisão sobre o banco do BRICS ainda não foi oficializada, mas deve se concretizar nos próximos anos. A ideia é fomentar e garantir o desenvolvimento da economia dos países-membros do BRICS e de demais nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento.
Outra medida que também não agradou aos EUA e Reino Unido foi a criação de um contingente de reserva no valor de 100 bilhões de dólares. Tal medida foi tomada com o objetivo de garantir a estabilidade econômica dos 5 países que fazem parte do grupo.
Com
essas decisões, é possível perceber a importância econômica e política desse
grupo, assim como também é possível vislumbrar a emergência de uma rivalidade
entre o BRICS, os EUA e a União Europeia.
Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/bric.htm
Posted by Francisco Geo
Continente Africano
O continente africano
possui cerca de 22% das terras emersas do planeta. Ao norte é banhado de pelo
Mar Mediterrâneo e a nordeste pelo Mar Vermelho. Oeste pelo Oceano Atlântico e
Oceano Índico a leste. Ao sul, é banhado pelos dois oceanos.
É cortado:
·
Trópico de Câncer
·
Linha do Equador
·
Trópico de Capricórnio.
É o segundo mais populoso
dos continentes, perdendo somente para a Ásia.
No continente africano há
um predomínio de atividades agrícolas. Aproximadamente 63% da população residem
no meio rural. Somente 37 % moram em áreas urbanas.
O continente africano
possui uma das maiores diversidades culturais do planeta.
No norte da África,
predominam os povos caucasoides e semitas.
A parte da África,
situada ao sul do Deserto do Saara, encontram-se os povos pigmeus, bosquímanos,
hotentotes, sudaneses e os bantos.
Observamos assim uma
grande diversidade que reflete numa variedade muito grande de línguas e
dialetos.
O maioria dos países hoje
do continente africano conheceu muito tarde seu processo de independência. Só a
partir da década de 1960 é que se inicia a descolonização. Mesmo com a
independência das colônias, não temos alteração em nada a realidade desses
novos países. As condições precárias da população em muitas nações continuam. A
independência financeira e econômica não acontece.
Hoje, observamos uma
modificação no quadro geopolítico do mundo. A busca de novos mercados
consumidores substitui os antigos critérios do passado. A pobreza dos países
africanos parece não ser de interesse do mundo desenvolvido.
Algumas nações africanas
merecem destaque. Podemos citar à África do Sul que no passado sofreu com o “apartheid”.
Com o fim do “apartheid”, temos uma África do Sul com eleições presidenciais
(1994), dando um grande passo contra a discriminação racial. As restrições no campo
comercial até então suspensas, retornam com as entidades internacionais. É importante
ressaltar que mesmo com todas as mudanças ocorridas, ainda existe uma elite
branca que controla a economia e a burocracia do país. O regime instalado,
permitiu a possibilidade de aproximação entre as experiências sociais e
econômicas de negros e brancos.
O Sudão do Sul é o mais
novo país da África. Em 9 de julho de 2011, o Sudão do Sul tornou-se um estado
independente. Era uma parte do Sudão até 2011, quando se tornou independente. A
capital do Sudão do Sul é Juba. O país tem 11.090.000 habitantes (estimativa de
2013) e sua área é de 644.330 km2. Está localizado entre a África Oriental e Central.
A maioria da sua população é cristã e animista. O norte já tem maioria
islâmica. O petróleo pode ser a sua principal fonte de renda.
A partilha da África,
trouxe resultados catastróficos para o continente africano. A divisão feita
pelos imperialistas da época, em nenhum momento preocupou-se com os povos aí
existentes. As fronteiras traçadas pelos colonizadores não respeitavam as
antigas organizações tribais. Uniu tribos inimigas, dividiu tribos. O resultado
não poderia ser outro. Vejamos o caso de Ruanda, onde as etnias hutus e tutsi travaram
uma guerra, que provocou a fuga de meio milhão de pessoas (refugiados). Isto
sem falar no grande número de mortos.
Outra ponto importante que
podemos destacar, foram os acontecimentos recentes, ocorridos em janeiro de
2011. Onda de protestos ganham espaçam nos jornais, redes sociais e rapidamente
se espalham pelo norte da África e atinge outros continentes. As manifestações
ganham nomes. Temos a Revolução de Lótus que tem o objetivo de derrubar o então
ditador Hosni Mubarak e a Revolução de Jasmim, na Tunísia.
O continente africano é
frequentemente dividida em cinco regiões de acordo com características
geográficas e demográficas. São elas:
·
África Oriental
·
África Ocidental
·
África Setentrional
·
África Central
·
África Meridional.
- Na
África Subsaariana encontramos os países de baixo IDH e com os maiores
índices de desnutrição e propagação de epidemias. Atualmente alguns países
pobres como Serra Leoa, Guiné e Libéria sofre com o Ebola.
Clima:
Equatorial ou tropical
na maior parte do país, com exceção no extremo norte e extremo sul onde temos o
clima temperado.
O deserto do Saara, ao
norte, é uma das regiões mais áridas do planeta e ocupa um terço do território
africano. Em alguns momentos encontraremos verdadeiras ilhas no meio do deserto
onde encontramos água, estamos falando dos Oásis.
Fazendo um contraste a
essa região, temo a bacia do Rio Nilo e nela encontram as regiões mais férteis do planeta, onde surgiu a
civilização egípcia (Egito Antigo).
Sobre a vegetação
africana podemos afirmar que se constitui basicamente de savanas, que lembra os
Cerrados brasileiros e as florestas equatoriais onde se encontra uma grande
variedade de animais.
Nas savanas encontram-se os animais de porte
maiores em razão de serem constituídas de árvores esparsas.
Depois da Floresta
Amazônica, encontraremos na África, a segunda maior floresta equatorial do
planeta.
Atualmente o processo
desmatamento das áreas verdes tem se acelerado iniciando assim o processo de
desertificação.
O Kilimanjaro é o ponto mais alto da África com 5.895m.
Relevo:
É formado em sua maior
parte por rochas antigas. O continente pode ser dividido em duas porções: a
norte-ocidental, de formas mais baixas, e a sul-oriental, de topografia mais
elevada.
Além dos planaltos, o
relevo apresenta extensas áreas de depressões, onde se instalam os desertos
continentais.
Apesar de os grandes
planaltos dominarem a África, há algumas cadeias de montanhas no continente.
Entre elas duas merecem destaque: Cadeia do Atlas e Cadeia do Drakensberg.
Hidrografia
A África possui rios
importantes e caudalosos, porém, sua hidrografia é bem distribuída pelo
continente. Seus rios são mal
distribuídos por conta da presença de diversas áreas de clima desértico, o que
agrava a situação de seca e escassez de água em várias localidades do
continente.
Na região do Saara
existem muitos rios temporários, também conhecidos como intermitentes, pois o
fluxo desses rios diminui no período mais seco até cessar completamente.
Apenas o rio Nilo, o
segundo maior do mundo em extensão, com cerca de 6.700 km, não perde o seu
fluxo no percurso do deserto para o mar.
O Nilo nasce na região
equatorial próxima da floresta Nyungwe, em Ruanda. Por desaguar no Mar
Mediterrâneo, formando um imenso delta, ele foi historicamente aproveitado para
a irrigação e a agricultura.
Posted by Francisco Geo



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