TRANSPORTES NO BRASIL - ATENÇÃO 2001/2002

Rodoviarismo

O rodoviarismo no Brasil tornou-se uma política predominante no modal de transportes brasileiro, sobretudo a partir de meados do século XX.  
    
    O Brasil começou a investir, realmente, em rodovias somente ao longo do século XX. O auge dessa política veio com o governo JK, pois o processo de industrialização do Brasil, naquela época, demandava uma maior integração territorial, o que incluía, sem dúvidas, uma rede de transporte articulada por todo o território nacional.

·         Juscelino Kubitschek trouxe para o país a indústria automobilística, construiu a capital Brasília no interior do espaço brasileiro e promoveu a construção de várias rodovias importantes, essas ocupando praticamente todo o orçamento então destinado a transportes terrestres.

·         É o meio responsável pela maior parte dos fluxos de bens e pessoas no país, que priorizou a sua construção para favorecer as empresas estrangeiras do setor automobilístico e promover a entrada delas no país. A expectativa era estruturar o modal rodoviário a fim de propiciar a construção de polos industriais de automóveis no Brasil com o objetivo de ampliar a geração de empregos, embora hoje as indústrias desse setor empreguem cada vez menos trabalhadores, em função das novas tecnologias fabris.

Vantagens  
  • ·         Agilidade e rapidez na entrega da mercadoria em curtos espaços a percorrer.
  • ·         Vendas que possibilita a entrega na porta do comprador.
  • ·         Sistema porta a porta.
  • ·         Implantação rápida e em geral mais barata.

·          
Desvantagens  
  • ·         As estradas costumam ter um custo de manutenção mais elevado do que outros meios de transporte, como o ferroviário e o hidroviário, além de um maior gasto com combustíveis e veículos.
  • ·         A qualidade das rodovias no Brasil é bastante ruim, além da larga quantidade de estradas não pavimentadas.
  • ·         Elas oneram os gastos públicos, que muitas vezes não conseguem atender às necessidades principais, fator que não se modifica nem com as privatizações, uma vez que as concessões costumam ocorrer apenas com as estradas que já estão prontas e estruturadas.
  • ·         Baixa capacidade no transporte de carga, quando comparado às hidrovias e ferroviárias.
  • ·         Altos custos (combustíveis)
  • ·         Emissão de gases (queima de combustíveis fósseis)

Ferrovias

O transporte ferroviário no Brasil foi predominante até o final do século XIX, quando estruturava os deslocamentos de mercadorias da economia cafeeira, sendo, por essa razão, bastante consolidado na região Sudeste.
Apesar dos elevados custos em suas construções, possuem baixos gastos em manutenção, o que não impediu que, de 1950 até os dias atuais, várias delas fossem sucateadas e até desativadas.

Vantagens
  • ·         Alta capacidade de carga.
  • ·         Rapidez no trajeto.
  • ·         Menos consumo de combustível.
  • ·         Menor custo de manutenção comparado as rodovias.
  • ·         Não geram congestionamento.

Desvantagens
  • ·      Altos custos de implementação.
  • ·       Baixa flexibilidade.


Após a privatização de boa parte das ferrovias nacionais na década de 1990 e da derrocada da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), empresa estatal responsável por administrá-las, a participação das ferrovias no Brasil até aumentou, apesar de atender interesses e deslocamentos muito específicos e limitados. Ainda hoje, a malha ferroviária nacional concentra-se nas regiões Sul e Sudeste.

A principal ferrovia no Brasil em construção é a Ferrovia Norte-Sul, que já possui algumas áreas concluídas e em operação (ou com uso e operação a serem efetuados em breve).
Corredor Bioceânico é o termo com o qual se batizou o projeto de ligação por meio de ferrovias e rodovias os países do MERCOSUL e também o Chile, destinado a incrementar as comunicações entre os países da região, fomentando assim maior comércio, infraestrutura e desenvolvimento. As extremidades do corredor localizariam-se justamente em portos de ambas as costas, tanto para o Oceano Atlântico como para o Pacífico, justificando assim a caracterização "bioceânico".

Hidroviário

Transporte hidroviário é o que possui a menor representatividade e participação nos sistemas de deslocamento nacional, o que é uma grande contradição, haja vista o grande potencial que o país possui para esse modal.

No Brasil, a rede hidroviária é muito ampla e muitos rios são navegáveis sem sequer exigir a construção de grandes empreendimentos e estruturas, como obras de correção e instalação de equipamentos.

A partir dos anos 1980 e sobretudo após a criação do Mercosul, que passou a exigir mais das hidrovias para a integração do Cone Sul, os investimentos públicos nessa área elevaram-se, mas ainda são insuficientes. As principais hidrovias do Brasil são a Tietê-Paraná, a do Rio São Francisco, a do Amazonas, entre outras.

Vantagens
  • ·         Alta capacidade no transporte de carga.
  • ·         Baixo consumo de combustível.
  • ·         Possibilita a integração continental.

Desvantagem
  • ·         Investimento inicial alto, com a infraestrutura portuária e embarcações.
  • ·         Custos operacionais e de manutenção também elevados.
  • ·        Transportes mais lento.
  • ·  Problemas ambientais como a construção de portos, alargamento de canais, vazamento de combustíveis.
  • -    O potencial hidroviário é muito mal aproveitado. Portos pequenos. Pouco mecanizado.

Aéreo

Apesar de percorrer grandes distâncias (nacionais e internacionais) em tempo reduzido, o transporte aéreo não é muito indicado para transportar grandes cargas. De tal modo, é indicado para transportar cargas pouco volumosas, sendo utilizado geralmente para transportes de produtos perecíveis, cargas urgentes e objetos valiosos.

Desvantagem do transporte aéreo - são os altos custos de manutenção, implementação, fretes e combustíveis em relação aos outros meios de transportes.



  

Fontes:








terça-feira, 17 de outubro de 2017
Posted by Francisco Geo

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA - ATENÇÃO 1001/1002

Estados Unidos da América são uma república federal formada por 50 estados agrupados, menos o arquipélago do Havaí e o Alasca.

Os Estados Unidos é o quarto maior país do mundo em extensão territorial.

A formação territorial dos Estados Unidos:

  •  No passado era uma colônia inglesa;
  • Povoamento no norte;
  • Pequenas e médias propriedades;
  • Policultores;
  • Mercado Interno;
  • Trabalho livre;
  • Base Liberais;
  • Exploração no sul
  • Latifundiários;
  • Monoculturas;
  • Mercado externo
  • Escravidão
  • Bases mercantilistas
  • Predomínio de protestantes
  • Mayflower – embarcação de imigrantes ingleses puritanos que saíram em setembro de 1620 da Inglaterra, a bordo do navio Mayflower, rumo aos Estados Unidos.
  • Peregrinos
  • Conversão de escravizados
  • Desenvolvimento da cultura gospel

- Independência dos EUA - Declaração de Independência foi redigida e assinada em 04 de junho de 1776.

. Questão do Chá - foi o principal vetor para a revolta contra a Inglaterra. Em 1770, cinco pessoas que protestavam contra essa lei na cidade de Boston foram assassinadas pela guarda inglesa. Uma onda de boicotes às determinações da coroa inglesa sobreveio após esse fato. 

. Guerra da Independência –
O movimento pela Independência dos Estados Unidos ocorreu na virada da década de 1770 para a 1780 e deflagrou uma guerra cujo fim, em 1783, selou a autonomia das Treze Colônias.

. Tratado de Paris - No dia 30 de novembro de 1783, os Estados Unidos da América e o Reino Unido assinaram o acordo de paz (Tratado de Paris) que pôs fim à Guerra que vinham travando desde 1776, na costa leste do norte da América e que representaria, na prática a separação das 13 colônias que a Inglaterra possuía naquela região, em franco desenvolvimento econômico. Nascia um novo país – os Estados Unidos da América, o primeiro estado do mundo inspirado nas ideias iluministas.

- Expansão Territorial

Acordos, compras, diplomacias e guerras: A expansão territorial se deu basicamente de quatro formas:

  • Compra -  da Luisiana à França à França;
  • Diplomacia - é exemplo deste formato de expansão a anexação do Óregon aos ingleses, em 1846, a partir de compensações de natureza diversas pelo direito de soberania ao território.
  • Guerra - nesta categoria, o México foi a maior vítima do expansionismo norte-americano, pois perdeu parte considerável de seu território original. Inicialmente, os colonos norte-americanos estabelecidos no Texas declararam a independência deste, logo depois aceitando sua incorporação aos Estados Unidos. Os conflitos iniciados com a ocupação de colonos dos EUA em várias partes de território pertencente ao México chegaria ao fim somente em 1845, através do tratado de Guadalupe-Hidalgo, que estabelecia a fronteira entre México e Texas, além de ceder aos norte-americanos as atuais Califórnia, Arizona, Novo México, Nevada, Utah e parte do Colorado por meio de uma indenização de 15 milhões de dólares.
  • Guerra contra as nações indígenas - em sua marcha para o Oeste, expandindo o território dos EUA, era imprescindível aos colonos que "pacificassem" os povos indígenas estabelecidos ao longo de todos os novos territórios, ocupando suas terras efetivamente. Provavelmente foram os povos indígenas aqueles que mais perderam com a filosofia do Destino Manifesto, sendo muitos deles exterminados, outros depararam-se com uma quase-extinção, outros acabaram assimilados aos dominadores.

- Ideologia da expansão territorial e econômica

. Doutrina Monroe (1823) – América para os americanos. Justifica o afastamento dos Europeus.

. Destino Manifesto (1844) - A doutrina do Destino Manifesto é uma filosofia que surgiu durante a década de 1840 e que foi amplamente divulgada e utilizada até meados de 1880. Criada pelos Estados Unidos, a doutrina do Destino Manifesto expressava a crença do povo norte-americano de que este havia sido eleito por Deus para comandar o mundo.

- Doutrina de naturalização das fronteiras
- Do Atlântico ao Pacífico
- Crescimento populacional
- Defesa das liberdades democráticas
. Ética protestante
- “O lucro como salvação”

. BIG STICK – política externa agressiva. Uso do poderio bélico dos EUA para interesse estratégicos.

- Expansão econômica dos EUA – Pós Segunda Guerra Mundial

. Fordismo + Keynesianismo (Estado do Bem-Estar Social)

. Anos Dourados – décadas de 1950 e 1960 – Forte crescimento econômico

. Anos de 1970 – Crise no Fordismo

- Produtos duráveis

- Crise do Petróleo

- Mão de obra cara

Era Reagan – 1981 a 1988
Republicano, neoliberal, aumento dos gastos militares (projeto guerra nas estrelas), crises econômicas e forte concorrência japonesa.

Era George Herbert Walker Bush (pai) 1989 – 1992
Governo bem parecido com o Reagan, de pouca popularidade.

Guerra do Golfo (1990-1991) - Em 1990 aconteceu a Guerra do Golfo Pérsico, que durou de 02/08/1990 até 27/02/1991.

Essa guerra envolveu, primeiramente, dois países: Iraque e Kuwait. Depois, outras nações entraram no conflito, dentre elas, os EUA.
Tudo começou quando o presidente iraquiano Saddam Hussein acusou o Kuwait de praticar uma política de super-extração de petróleo causando uma queda nos preços e prejudicando a economia iraquiana. Saddam também ressuscitou problemas antigos e exigiu indenização. Como o Kuwait não aceitou foi invadido por tropas iraquianas.

Era Clinton – 1993-2000 –
Democrata com uma política ambiental mais flexível, política externa mais amigável.

Acordo de Oslo (1993-1995) - Os acordos de Oslo foram uma série de acordos na cidade de Oslo na Noruega entre o governo de Israel e o Presidente da OLP, Yasser Arafat mediados pelo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. Assinaram acordos que se comprometiam a unir esforços para a realização da paz entre os dois povos. Estes acordos previam o término dos conflitos, a abertura das negociações sobre os territórios ocupados, a retirada de Israel do sul do Líbano e a questão do status de Jerusalém.
Recuperação econômica.

Era George W. Bush – “filho” – 2001-2009

. Doutrina Bush - A Doutrina Bush é o conjunto de princípios e métodos adotados pelo presidente George W. Bush para proteger os EUA depois dos atentados de 11 de setembro, consolidar a hegemonia americana no mundo e perpetuá-la indefinidamente.

. Guerra ao Terror (Afeganistão: 2001, Iraque: 2003)

. Ataques preventivos

. “Eixo do Mal” A expressão "Eixo do Mal" foi utilizada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em seu discurso anual no Congresso norte-americano em 2002, para se referir a três países (“Estados vilões”) que constituíam uma grave ameaça ao mundo e à segurança dos Estados Unidos: Coréia do Norte, Irã e Iraque.

- Crise do Subprime (2008) - A partir do ano de 2008, o cenário econômico mundial passou a viver em um período sombrio, do tipo que não se via desde a Grande Depressão de 1929, quando o capitalismo passou pela sua pior crise econômica. A grande diferença, no entanto, da recente ocasião que afetou, sobretudo, os países desenvolvidos em relação às crises anteriores foi que essa se tratava de uma crise financeira, ou seja, um colapso no sistema global de especulação econômica para a obtenção de lucros.   
No caso dos Estados Unidos, o governo precisou aumentar o lucro e diminuir o crédito para conter o crescimento da inflação que, então, passou também a ser uma ameaça em virtude da aceleração da valorização do preço dos produtos. Com isso, o mercado esfriou e os imóveis passaram a valer menos, o que contribuiu para que muitas pessoas deixassem de pagar suas hipotecas, que se tornaram “subprime”, difundindo a crise, que, por isso, também foi chamada de crise do subprime.

Era Obama – 2009-2016
. Governo contraditório
- Fim da guerra do Iraque x Manutenção da Guerra no Afeganistão e ataques aéreos ao Estado Islâmico no Iraque.
- Tentativa de legalizar 5 milhões de imigrantes da História.
- Tímida recuperação econômica
- Obamacare
                                                                                                                                            
Fontes:
brasilescola.uol.com.br/geografia/reforma-sistema-saude-nos-estados-unidos.htm














segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Posted by Francisco Geo

ATENÇÃO 1001 E 1002 - RÚSSIA

Rússia é um país que se encontra em dois continentes: Europa e Ásia.

No passado o Alasca, hoje estado dos Estados Unidos, pertencia à Rússia. Então na verdade a Rússia já abrangeu parte do continente americano.
Em 1867, século XIX, o império russo atravessava uma crise econômica grave e também sofria ameaças do império britânico, seu grande rival na época. O império britânico ameaçava invadir o território do Alasca.

Numa situação nada confortável, a Rússia achou melhor vender o Alasca aos Estados Unidos, pois assim não passaria por uma humilhação. O czar russo Alexandre II fez a sua opção de vender aos EUA, pois estes haviam também demonstrado interesse.

O valor pago pelos EUA por essa região na época foi de 7,2 milhões de dólares, o que equivaleria a nada menos do que 100 milhões de dólares atualmente.
A Rússia possui dez fusos horários.

A Rússia tem um grande desafio de integração em razão do tamanho do seu território o que significa altos custos na implantação da infraestrutura.

Em 2018, A Rússia estará realizando a Copa do Mundo. Em razão da sua dimensão continental, ela teve que estabelecer uma logística de distâncias e de fusos horários para que a realização dos jogos de futebol seguisse uma viabilidade de programação dos torcedores, do deslocamento das seleções e da transmissão dos jogos.

Possui uma população de aproximadamente 142 milhões de habitantes (dados de 2016). A maior parte da população concentra-se na parte europeia da Rússia. Possui grande vazio demográfico.

A Rússia foi o primeiro país a implantar um regime político denominado socialismo, a partir de 1917. A Revolução Russa retira o czar (governo monarquista) instaurando o socialismo sob a liderança bolchevique de Vladimir Lenin.

Em 1924 é fundada a URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Durante a Segunda Guerra Mundial, alguns países foram anexados a URSS. Mesmo algumas áreas não anexadas, ficam sobre influência da extinta URSS como Alemanha Oriental, Polônia, Tchecoslováquia, Iugoslávia e etc., sendo considerados satélites no período da guerra fria (cortina de ferro).

Após a Segunda Guerra Mundial temos a Guerra Fria, onde de um lado temos a URSS (superpotência representando a economia planificada) x USA (superpotência do mundo capitalismo ou economia de mercado), resultando na corrida armamentista e espacial, daí a formação de áreas de influência.

No governo soviético de Josef Stalin, temos o que ficou conhecido como “russificação”, ou seja, promovia a migração de russos a Estônia, Lituânia, Letônia, Belarus e Ucrânia.

Da Segunda Guerra Mundial até a década de 1970, a URSS teve muita prosperidade econômica e política além dos avanços tecnológicos: lançamento de satélite, o primeiro a colocar um homem em órbita. Avanços sociais na área de educação acesso a serviços básicos  como saúde, educação, habitação e etc.

Porém, ressaltamos imensos gatos com as forças armadas e a corrida armamentista contra os EUA, além da manutenção de regimes como o de Cuba.
No início dos anos de 1980, observamos uma decadência do modelo soviético. Temos um período conturbado, divergência dentro do próprio partido Comunista, o que contribui para um cenário de incertezas.

O último presidente da URSS, Mikhail Gorbachev tem a missão de trazer estabilidade política e econômica:

PERESTROIKA – plano de reestruturação econômica que tinha o objetivo de proporcionar a entrada de capital e produtos estrangeiros controlados. Diminuição da regulação da economia e da moeda, redução de subsídios do Estado a economia e uma negociação com os EUA para a redução dos gastos militares dentro do contexto da corrida armamentista e desocupação dos territórios ocupados como Afeganistão;

GLASNOST (transparência) tenta promover mais transparência às ações do governo e, nas esteiras dessas reformas políticas fundamentais, iniciar um processo de maior abertura à livre manifestação e à expressão da popularidade soviética inclusive pelos meios de comunicação.

Entre 1980 e início dos anos1990 temos um grande colapso na economia. Tudo isso culmina no fim da URSS e assim temos a reunificação da Alemanha, aconteceu em três de outubro de 1990 quando o território da antiga República Democrática da Alemanha (RDA ou Alemanha Oriental) foi incorporado à República Federal da Alemanha (RFA ou Alemanha Ocidental).

Em dezembro de 1991 temos o desmoronamento da URSS, dando origem a 15 novos Estados. Com a finalidade de manter tal região sobre a sua esfera de influência, o presidente russo Boris Yeltsin, cria a CEI - COMUNIDADE DOS ESTADOS INDEPENDENTES, formada pela maioria das nações que compunha a extinta URSS. 

Algumas optam em não fazer parte como é o caso dos países bálticos – Letônia, Estônia e Lituânia que iniciam um processo de aproximação política e econômica com a União Europeia.

Muitos movimentos separatistas ganham espaço na Rússia. São minorias étnicas que lutam pela sua independência, dando espaços para atos terroristas.
A região do Cáucaso apresenta vários movimentos separatistas: Dsguestão, Inguchétia, Chechênia e Ossétia do Sul. Essa região representa um ponto estratégico para os russos além de possuir grande disponibilidade de gás natural e petróleo.    

Entre a década de 1990 e início dos anos 2000, temos desempregos em níveis alarmantes, queda na qualidade de vida e aumento da pobreza e miséria.   

Toda essa situação abriu caminho para o crescimento da máfia russa que atuam fora e dentro do país. Fez também com que a Rússia perdesse parte da sua influência no mundo apesar de possuir uma vaga permanente no Conselho da ONU.

Muitos países do antigo bloco oriental passam a integrar a União Europeia e também passam a fazer parte da Otan – Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança que criada pelos capitalistas na época da guerra fria para combater o Pacto de Varsóvia (aliança militar socialista).

Boris Yeltsin foi o primeiro presidente da Rússia após o fim da União Soviética. Depois ela renuncia e abre espaço para Vladimir Putin, antigo agente da KGB, órgão de inteligência soviética nos tempos da guerra fria.

No governo de Putin temos:

- A privatização de alguns setores da economia considerados estratégicos como o gás natural e o petróleo;
 - reforma no plano fiscal, oferecendo vantagens e estabilidade para quem quiser investir no país;
- elevado e constante aumento nos salários, gerando muitos empregos;
- retomadas de investimentos em setores tecnológicos como o nuclear.

A retomada de influência da Rússia nos países da antiga Europa Oriental e na Ásia Central, ocorre em razão  do fornecimento de gás natural, já que essas regiões necessitam.


Posted by Francisco Geo

Precarização do Trabalho

Com a aprovação de mecanismos de ampliação da lei do trabalho temporário e da terceirização de todas as atividades empresariais, surge em pauta a “precarização do trabalho" que tem como característica:
 a carteira não assinada
ser terceirizado
 e informal.
Portanto, uma das características do trabalho interpretado como “precarizado” é o trabalho por tempo indeterminado.
A Revolução Técnico-científica ou Terceira Revolução Industrial ou Informacional caracterizou-se pela por centros industriais de alta tecnologia, pela internacionalização da economia e pela ampliação do setor financeiro.

Nas décadas de 1980 e 1990 chega ao Brasil ocorre a reestruturação produtiva onde o homem passa a ser substituído pela robótica e a informatização gerando uma grande dispensa da mão de obra operária.

A precarização do trabalho no Brasil contemporâneo foi impulsionada pelo neoliberalismo iniciada pelo presidente Collor e FHC.

Com a Revolução Técnico-Científica, as transformações no processo produtivo foram intensas. A busca pela diminuição nos custos da produção levaram à automação e a terceirização. A primeira causou o desemprego estrutural e a flexibilização do trabalho, em que o trabalhador deve saber conduzir diversas partes do processo. Enquanto a segunda, diminuiu gastos, principalmente, com deveres trabalhistas, gerando mais receitas para reinvestimentos.

Expansão da Terceirização - A desregulamentação, que aumenta no mercado de trabalho brasileiro, faz crescer um fenômeno econômico que vem sendo bastante estudado pela Geografia Humana e Econômica. Com esse fenômeno, proliferam as pequenas empresas sem funcionários com vínculo empregatício que prestam serviços. De 2002 a 2008, esse fenômeno cresceu aproximadamente 22% nas regiões metropolitanas do país.

A automação modificou o trabalho industrial, já que este originou o desemprego estrutural, obrigando os trabalhadores a ter uma melhor qualificação para não serem demitidos, tornando-os aptos a participar das diferentes partes da produção.

Fontes: http://www.trabalhismoemdebate.com.br/2017/04/qual-o-significado-da-precarizacao-do-trabalho/

quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Posted by Francisco Geo

ATENÇÃO: TERCEIRO / SEGUNDO / PRIMEIRO ANOS

TERCEIRO ANO
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Democracia
Sabemos que a democracia é um regime político o governo representa o povo e assim exerce a soberania. Os cidadãos elegem os seus dirigentes por meios de eleições.

Sistemas de governos:

Conhecendo o Parlamentarismo

O parlamentarismo é um sistema de governo no qual o poder executivo de um Estado depende do apoio direto ou indireto do parlamento, usualmente manifestado por meio de um voto de confiança. Assim, não há uma clara separação dos poderes entre os poderes executivo e legislativo.

O sistema parlamentarista pode se apresentar de duas maneiras:
Na República Parlamentarista, o chefe de estado (com poder de governo) é um presidente eleito pelo povo e empossado pelo parlamento, por tempo determinado.

Nas Monarquias parlamentaristas, o chefe de governo é o monarca (rei ou imperador), que assume de forma hereditária. Neste último caso, o chefe de estado (quem governa de fato) é um primeiro-ministro, também chamado de chanceler.

Você sabia que o Brasil já viveu o parlamentarismo?

Pois foi no governo do excelentíssimo Presidente João Goulart.
Duração: Foi de 7 de setembro de 1961 e 24 de janeiro de 1963.
Vamos a Monarquia

Monarquia é um sistema de governo em que o monarca, imperador ou rei, governa um país como chefe de Estado. O governo é vitalício, ou seja, até morrer ou abdicar e a  transmissão de poder ocorre de forma hereditária (de pai para filho), portanto não há eleições para a escolha de um monarca.
Hoje observamos a existência de monarquias Constitucionais como a do Reino Unido, Austrália, Noruega, Suécia, Canadá, Japão e Dinamarca. Nestes países, o rei possui poderes limitados e representa o país como uma figura decorativa e clássica.

Conhecendo o Presidencialismo

O presidencialismo é um sistema de governo no qual  o presidente é o Chefe de Estado e de Governo.
Este presidente é o responsável pela escolha dos ministros que o auxiliam no governo.

No sistema de presidencialismo, o presidente exerce o poder executivo, enquanto os outros dois poderes, legislativo e judiciário, possuem autonomia.
Nos diferentes sistemas de governo leva-se em conta a estrutura de poder e as relações entre os vários órgãos dos quais a constituição solicita o uso do poder. O princípio ou doutrina da separação dos poderes baseia a divisão dos poderes do governo em critérios funcionais e não-territoriais, pressupondo não só a existência de funções distintas de governo, como também o seu desempenho por diferentes autoridades

Regime/Ditadura Militar

É uma forma de governo no qual  o poder político é efetivamente controlado por militares governaram o país, suprimindo direitos civis e reprimindo os que são contra este regime de governo.
Este regime pode ser oficial ou não, ou misto onde os militares exercem forte influência sem ser o dominante.
Na sua grande maioria os regimes militares são constituídos após um golpe de Estado derrubando o governo anterior.
Vivemos um período por esse tipo de governo que foi de 1964  a 1985.
- Sem leis e sem Estado, você poderia fazer o que quisesse. Os outros também poderiam fazer com você o que quisessem. Esse é o “estado de natureza” descrito por Thomas Hobbes, que, vivendo durante as guerras civis britânicas (1640-60), aprendeu em primeira mão como esse cenário poderia ser assustador. Sem uma autoridade soberana não pode haver nenhuma segurança, nenhuma paz. Com isso você conclui que a argumentação hobbesiana em favor de uma autoridade soberana, instituída por um pacto, representa inequivocamente a defesa de um regime político monarquista.
- Hoje o conceito de Estado e como ele se estrutura no âmbito das democracias liberais é visto como uma instituição que organiza a vontade de um povo, politicamente constituído, no que diz respeito a seus interesses coletivos. O Estado moderno precisa ser eficiente e ser gerido de forma efetiva e eficiente.



ATENÇÃO SEGUDO ANO

Falando um pouco de Karl Marx
Dentre os principais grandes pesadores sociológicos, destaca-se o alemão Karl Heinrich Marx.

Karl Marx é um dos autores consagrados nas Ciências Sociais. Com uma obra bem sólida conseguiu elaborar um diagnóstico bastante preciso sobre o modo de produção capitalista. Em seus estudos, Marx apontou as contradições do capitalismo descrevendo a dinâmica dos conflitos entre capital e trabalho. Para Marx, o capitalismo multiplica as riquezas, mas ao mesmo tempo acentua as desigualdades sociais.

Com esse autor, termos como luta de classes, relações de produção, mais-valia se tornaram palavras comuns ao vocabulário da vida moderna. 
Segundo Karl Marx, a força de trabalho é alugada ou comprada por meio de salário.
Conceito de mais-valia relativa: Mais-valia relativa configura-se quando o capitalista aumenta o recolhimento dos excedentes produzidos por meio do aumento da jornada de trabalho.

Nós temos a formação de dois grupos contraditórios que são a burguesia e proletariado.

A Sociologia é uma ciência social que surge em consequência das ideias iluministas e da busca de diferentes intelectuais de compreender a sociedade e suas dinâmicas. O principal fator social que conduz ao surgimento deste campo de conhecimento foi a Revolução Industrial e suas consequências, como a divisão do trabalho e o processo de urbanização.

A Revolução Industrial e a Revolução Francesa são fatos que proporcionaram o aparecimento da sociologia.
O capitalismo passa por várias fases desde seu surgimento, no declínio do mundo feudal, até o capitalismo industrial. Em cada uma dessas fases, o modo de produção capitalista apresenta características específicas.
No capitalismo industrial é onde melhor aparecem definidas as relações e contradições entre capital e trabalho. Ele evolui para formas de produção cada vez mais preocupadas em atingir uma produção em larga escala, voltada para um mercado consumidor de massas. Essa evolução leva a um processo de racionalização do tempo de trabalho, criando métodos de divisão e fragmentação deste, onde a execução das tarefas torna o trabalhador cada vez mais alienado da totalidade de seu labor. Sendo assim, a atividade produtiva do operário é reduzida a um conjunto de ações repetitivas em que cada trabalhador executa mecanicamente e continuamente uma única tarefa. Podemos ver um exemplo desse processo no filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin, 

Assim surge o Fordismo onde temos:

- Divisão do trabalho.
- Maximização da produção e minimização do tempo.
- Redução do volume do estoque da matéria-prima em transformação.
- Verticalização e racionalização da produção.
- Aperfeiçoamento da linha de montagem.
- Aumento da capacidade de produtividade dos operários, através da especialização em algum setor da linha de montagem.
- Consumo em massa.

Temos o Taylorismo:

- Aplicação de métodos científicos para obter uniformidade na produção e reduzir custos.
- Planejamento das etapas de trabalho visando o aumento da produção.
- Treinamento de trabalhadores para produzir mais e com mais qualidade.
- O conhecimento do processo produtivo era uma tarefa exclusiva do gerente.
- Especialização do trabalho.
- Inserção de supervisão funcional e do planejamento de cargos e tarefas (todas as fases do trabalho devem ser acompanhadas, o que aumenta o controle sobre a atividade e o tempo de trabalho do operário).

Flexibilização produtiva: toyotismo

O engenheiro da empresa automobilística japonesa Toyota, Taiichi Ohno, em viagem aos EUA, verificou que os supermercados americanos repunham os estoques de produtos em suas prateleiras só após seu consumo. A observação desse método e a transposição dessa ideia para a indústria levou a Toyota a criar um novo modelo de produção, permitindo à empresa superar os problemas do modelo fordista. A empresa, então, passa a imitar o método dos supermercados, repondo apenas as peças certas, na quantidade certa e no momento em que o posto sucessivo as consumiu, prevenindo a formação de estoques entre processos.

Características do Toyotismo

Mão de obra multifuncional e bem qualificada. Os trabalhadores são educados, treinados e qualificados para conhecer todos os processos de produção, podendo atuar em várias áreas do sistema produtivo da empresa. ... A produção deve ser ajustada a demanda do mercado 

  
                                              ATENÇÃO PRIMEIRO ANO

As relações sociais formam a base da estrutura social. Nesse sentido, as relações sociais são o objeto básico da análise das Ciências Sociais.

Assim, em Weber, relação social seria uma conduta de indivíduos, reciprocamente orientada e dotada de sentido partilhado pelos diversos agentes de determinada sociedade.
A Sociologia utiliza o método de investigação científica para estudar os seres humanos.
A sociologia nasce no século XIX em razão da Revolução Industrial. Observamos o surgimento de novos grupos sociais como a Burguesia Industrial e Proletariado.




segunda-feira, 17 de abril de 2017
Posted by Francisco Geo

Quem sou eu

Formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF)(Licenciatura), Bacharel em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Curso de extensão em O&M pela Fundação Getúlio Vargas, Pós-graduado em gestão ambiental pela Ferlagos, Professor da rede estadual do Estado do Rio de Janeiro e da rede particular, professor de curso preparatório militar, cursos pré-vestibular.

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