AS AMÉRICAS
América Latina é constituída de populações bastante
heterogêneas o que também se estende ao socioeconômico. No que diz respeito aos
seus governos, há um predomínio de democracias constitucionais.
Quanto a sua regionalização, a América está dividas em América
do Norte, América Central e América do Sul. A regionalização baseia nos
critérios físicos e critérios socioeconômicos.
América Latina é uma denominação criada para designar os
países do continente americano que foram colonizados por países europeus de
idiomas latinos, sendo que estes países adotaram línguas oficiais como
espanhol, português ou francês.
A América Anglo-Saxônica é um termo utilizado para designar o conjunto de países da América que possuem como idioma oficial o inglês.
Os países da América Anglo-Saxônica abrangem uma área
aproximada de 19 milhões de Km² e possuem laços históricos e culturais com o
Reino Unido (colonização britânica).
Quadro Natural
Quanto ao quadro natural temos uma grande diversidade do
ponto de vista físico. Na costa oeste dos EUA e do Canadá temos a presença da
Montanhas Rochosas e na América do Sul temos a Cordilheira dos Andes. Já na
porção central temos a presença de planaltos e planícies densamente irrigadas
pela hidrografia local.
O clima também é bastante diversificado com climas onde
predominam neve e o gelo como áreas de altas temperaturas.
O quadro socioeconômico do continente americano apresenta
diferentes níveis de desenvolvimentos. A América Anglo-Saxônica apresenta um
quadro social bem estruturado, com um IDH elevado enquanto que a América Latina
disparidades internas como concentração de renda, onde encontramos os maiores
problemas sociais e estruturais.
Os países da América Latina possuem um passado colonial em
comum. A colonização de exploração
foi a marca do passado desses países. A maioria dessas atuais nações serviu às
suas metrópoles e teve suas economias voltadas à exportação, o que impediu a
constituição de um mercado interno consolidado e causou prejuízos que
permanecem até os dias atuais. Já América Anglo-Saxônica foi colônia de povoamento.
As característica histórica que é comum aos países da América
Latina é a concentração de terras nas mãos da elite, mesmo após a
descolonização. Esse fator é um dos responsáveis pelas marcantes desigualdades
sociais e econômicas presentes nesses países. Todavia, apesar de muitas
semelhanças, esse conjunto de países possui diferenças que nos permitem
agrupá-los em grandes conjuntos regionais:
América Central e Guianas, América Andina, América Platina e
Brasil.
Processo de industrialização
A escravidão não foi abolida só por pressões internas. Com as
revoluções industriais, a necessidade da consolidação de um mercado de força de
trabalho livre e assalariada acabou levando a um abandono da prática
escravocrata. As demandas produtivas com a chegada de imigrantes.
No século XIX: processo de independências
No início do século XX temos uma industrialização incipiente.
Nas décadas de 1930, 1940 e 1950 temos uma política de substituição de
importações.
Nos anos de 1950, 1960 e 1970 nacional-desenvolvimentismo
Os anos de 1980 é marcado por dívidas, o Estado é
ineficiente, inflação alta com a economia estagnada e por fim o processo de
redemocratização.
Em 1990 adotamos o neoliberalismo (Consenso de Washington –
FMI mais o Tesouro do EUA)
Ocorre uma pressão externa para a adoção de medidas
neoliberais.
A adoção de tal cartilha trouxe crise social para a América
Latina.
O Ano 2000 é marcada pela “nova esquerda” latino americana.
Emergencial da esquerda: Chávez (Venezuela), Morales (Bolívia),
Kirchner (Argentina), Lugo (Paraguai), Correa (Equador), Ortega (Nicarágua),
Lula (Brasil.
Temos o fortalecimento do papel da atuação do Estado em
questão econômicas e sociais.
Cuba - Em 1959 temos a Revolução Cubana –
nacionalismo. Em 1962 Cuba sofre o embargo econômico dos EUA. Em 1990 temos o
endurecimento do embargo (Lei Torricelli e Helms-Burton)
Em julho de 2006, em razão de um problema de saúde, o grande
líder Fidel Castro, após 49 anos no poder, foi afastado da presidência
nacional. Seu irmão, Raúl Castro, que participou da revolução cubana, assumiu o
cargo de presidente, mas Fidel continua como líder do Estado cubano.
2008 - Raul Castro
assume o poder – reformas econômicas.
Em 2015 temos a retomada de relações diplomáticas entre EUA e
Cuba. Permanência do bloqueio econômico.
No dia de 19 de abril de 2018, Raúl Castro passou seu cargo a
seu sucessor Miguel Díaz-Canel.
Venezuela – 1999 – Hugo Chávez – Revolução Bolivariana
(socialismo do século XXI)
- Reforma Agrária
- Aumento dos gastos sociais
- Nacionalizações
- 2013 – Temos no cenário Nicolás Maduro e com isso novos
desafios pois é um governo de menor popularidade.
- Diminuição do preço do petróleo x manutenção dos gastos sociais
Bolívia
Em 2006 surge Juan Evo Morales Ayma (ameríndio) com propostas
de nacionalizações. Líder do movimento de esquerda boliviano cocalero, uma
federação de agricultores que tem por tradição o cultivo de coca para atender
um costume milenar da nação que é mascar folhas de coca.
A Bolívia está há mais de uma década crescendo a uma média
anual de 5% – muito superior à dos Estados Unidos e à dos países
sul-americanos.
Apesar da crise no preço das commodities, o governo boliviano
conseguiu manter o ritmo e foi cuidadoso para não desperdiçar o dinheiro que
entrou após a nacionalização do gás e do petróleo em 2006.
O país tem crescido muito graças às exportações de gás
natural que vende ao Brasil e à Argentina, o que gera o risco de ancorar seu
crescimento a esse recurso. E, embora tenha feito esforços para diversificar a
economia (com a venda de diesel, estanho e soja), permanece a pergunta de
quanto tempo vai conseguir sustentar seu modelo de desenvolvimento. Esse crescimento
está sendo chamado de “milagre econômico boliviano”.
Colômbia
- Repressão da oposição política
- Aumento da desigualdade social
- 1964: Formação das Farc – Socialismo Cubano
- Final da década de 1990 – envolvimento da guerrilha com o
narcotráfico.
- Em 2000 – Plano Colômbia
- Apoio financeiro dos Estados Unidos para o combate ao narcotráfico.
AMÉRICA ANGLO SAXÔNICA
- Formação territorial dos EUA – Colônia de povoamento –
inglesa (parte norte)
- Pequenas e médias propriedades
- Policulturas
- Mercado interno
- Trabalho livre
- Bases liberais
Sul dos EUA – latifúndio, monoculturas, mercado
externo, escravidão, bases mercantilistas, predomínio de protestantes.
A expansão territorial do EUA deu-se em razão de acordos,
compras e guerra.
Vamos aos principais
acordos e compras:
Em 1803, Louisiana foi comprada da França. Em 1819, Flórida é
comprada da Espanha. Oregon em 1846 é cedido pelo Reino Unido. Já o Alasca foi
comprado da Rússia.
O caso do Texas é resultado de uma guerra contra o México,
que foi anexado em 1845.
Tratado de Guadalupe-Hidalgo (1848) – Concessão mexicana dos
territórios do Arizona, Novo México, Nevada e Califórnia.
- Ideologia da expansão
territorial e econômica
Doutrina Monroe – 1823 – “América para os americanos” –
justifica o afastamento dos europeus.
- Em 1844 temos o Destino Manifesto – uma doutrina de naturalização
das fronteiras do Atlântico ao Pacífico. A doutrina do "Destino
Manifesto" é uma filosofia que expressa a crença de que o povo dos Estados
Unidos foi eleito por Deus para comandar o mundo, sendo o expansionismo
geopolítico norte-americano apenas uma expressão desta vontade divina.
- Em meio a esta ideia de predomínio mundial norte-americano
estava também a ideia do destino norte-americano de predominar sobre os povos
da América Latina, pois estes estão localizados no mesmo continente e não terem
desenvolvido a capacidade de exercer domínio sobre outros povos.
“Predestinação divina”
- Ética protestante – “O lucro como salvação”
Big Stick - A ideologia, ou ainda diplomacia
ou política do Big Stick (em português, “grande porrete”) é o nome com que
frequentemente se faz referência à política externa dos Estados Unidos sob a
presidência de Theodore Roosevelt (1901-1909).
É uma política externa agressiva com uso do poderio bélico
estadunidense para interesse estratégicos.
- Expansão econômica
dos Estados Unidos
Pós-Segunda guerra mundial:
- Fordismo + keynesianismo (Estado do Bem-estar social)
- “Anos Dourados” (décadas 1950/1960)
- Forte crescimento econômico
- Pleno emprego
Anos 1970
- Crise do Fordismo
- Produtos duráveis
- Crise do Petróleo
- Mão de obra cara
Era Ronald Reagan
(anos 1980), republicano, neoliberalismo, aumento dos gastos militares, crise
econômica (forte concorrência japonesa).
1989-1993 George Herbert Walker Bush – “Pai”
-
Característica
de governo muito próximas da Era Ronald Reagan.
-
Pequena
popularidade
-
Guerra
do Golfo – 1990-1991
Era Bill Clinton (anos
1990)
- Democrata
- Política ambiental flexível
- Política externa mais amigável (*acordo de Oslo)
*A expressão "acordo de Oslo", cujo nome lembra a
capital da Noruega, abriga na verdade uma série de reuniões de acordos assinados
entre o líder palestino Yasser Arafat e o então primeiro ministro israelense,
Ytzhak Rabin, do Partido Trabalhista, entre 1993 e 1995, sob o estímulo do
presidente norte-americano Bill Clinton.
- Recuperação econômica
Era George W. Bush-
“filho” (anos 2000)
- Doutrina Bush foi uma orientação da política externa
americana estabelecida pelo presidente americano George W. Bush em 2002.
Esta ideologia
privilegiava a guerra preventiva, o combate ao terrorismo e a livre-circulação
de capitais.
Também declarava três
países como integrantes do "Eixo do Mal": Iraque, Irã e Coreia do
Norte.
- Guerra ao terror:
Afeganistão (2001) e Iraque (2003)
- Ataques preventivos
Crise do subprime (2008)
Em setembro de 2007
foi desencadeada uma crise que viria a ser a maior desde a grande depressão de
1929, quando os EUA amargaram um colapso em sua economia. A crise do subprime
chegou de surpresa e atingiu em cheio a bolsa de valores. O auge da crise do subprime
foi deflagrado com a quebra de um dos bancos de investimentos mais tradicional
dos EUA, o Lehman Brothers, desencadeando uma crise nas bolsas do mundo todo. A
crise do subprime, chamada por muitos de “bolha imobiliária americana”, teve
seu início a partir da forte queda do índice Dow Jones em julho de 2007,
motivada pela hipótese do colapso hipotecário, que arrastou várias instituições
financeiras americanas para a situação de insolvência. Nessa época os chamados
empréstimos hipotecários podres, ou subprime mortage, eram concedidos de forma
irresponsável, culminando em uma crise de crédito através da transferência
desenfreada de CDSs (Credit Defaut Swaps) e CDOs (Collateralized Debt
Obligation) para terceiros, repassando assim os riscos para outras contrapartes.
Fonte: Suno
Research em https://www.sunoresearch.com.br/artigos/crise-do-subprime/
Era Obama (anos 2009-2017)
- Governo
contraditório
- Fim da Guerra do
Iraque x Manutenção da Guerra do Afeganistão e ataques aéreos ao ISIS, no
Iraque.
- Tentativa de legalizar
cinco milhões de imigrantes x maior deportação de imigrantes da história.
- Tímida recuperação econômica.
A UNIÃO EUROPEIA
Integração Política
- 1944: Benelux
- Bélgica, Holanda, Luxemburgo
- Acordo de Livre Comércio
- 1950: Plano Schuman
- Proposta de integração entre França e Alemanha
- A Declaração Schuman foi proferida pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman, a 9 de maio de 1950. Nela se propunha a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) com vista a instituir um mercado comum do carvão e do aço entre os países fundadores.
- 1951 - A CECA (membros fundadores: França, República Federal da Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo) foi a primeira de uma série de instituições europeias supranacionais que deram origem à atual União Europeia.
- 1957: Tratado de Roma
- Após a criação e os primeiros anos de sucesso da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), os pais fundadores da Europa partiram para uma nova etapa do processo de integração europeia com a Conferência de Messina. Em Roma, em março de 1957, foram assinados pelos mesmos signatários da CECA os «Tratados de Roma», que instituíram por um lado a Comunidade Econômica Europeia (CEE) e por outro a Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom). Ambos os Tratados entraram em vigor em 1 de janeiro de 1958.
- Estes dois últimos tratados são regularmente designados por «Tratados de Roma». Quando é feita referência ao «Tratado de Roma» entende-se apenas o mais significativo para a construção europeia, o Tratado CEE.
- Embrião de um Mercado Comum com previsão de quatro liberdades fundamentais (livre circulação de mercadorias, serviços, capitais e pessoas)
- 1967: Tratado de Bruxelas
- A assinatura deu-se em 8 de abril de 1965. Entrou em vigor em 1 de julho de 1967. Tem como finalidade: simplificar o funcionamento das instituições europeias.
- Principais mudanças: criação de uma Comissão única e de um Conselho único para as três Comunidades Europeias (CEE, Euratom, CECA); revogado pelo Tratado de Amesterdã.
- 1973: Dinamarca, Irlanda e Reino Unido
- O primeiro alargamento da CEE foi bastante heterogéneo. Acabou por ser dominado pelo caso britânico, devido à sua economia altamente desenvolvida e às suas relações extra-europeia.
1981: Grécia
1985: Tratado de Schengen
- Com o objetivo de dar liberdade de circulação aos cidadãos, cinco países assinaram, em 1985, o acordo que iria abolir as fronteiras em quase todo o território do velho continente. O Tratado de Schengen iniciou com a participação da Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, Holanda e França.
- A implementação foi efetivada no ano de 1995, e hoje conta com 26 países membros do acordo, sendo que entre os países da União Europeia não fazem parte, aparecem apenas Bulgária, Chipre, Irlanda, Reino Unido e Romênia. Além disso, quatro países que não pertencem à UE fazem parte de Schengen: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.
1986: Portugal e Espanha
1991/1992: Tratado de Maastricht
- O “Tratado Maastricht” ou o “Tratado da União Europeia” foi um acordo assinado na cidade Maastricht (Holanda) pelos países europeus em 7 de fevereiro 1992.
- Entrou em vigor em 1 de novembro de 1993, como a etapa derradeira para a integração europeia, afim de constituiu política socioeconômica comum para os países signatários.
- O principal atributo do Tratado Maastricht é que ele aprofundou as reformas realizadas para implantação da União Europeia (UE). Isso culminou numa dimensão fortemente política, na medida em que reforçou a legitimidade democrática das instituições já existentes, além de abordar assuntos como educação, energia, agricultura, meio-ambiente e saúde para a comunidade europeia.
- Contudo, a realização da união econômica e monetária também merece destaque, com a criação da União Econômica e Monetária (UEM) e da moeda única, o Euro, o que facilitou a coordenação das políticas econômicas do bloco.
1995: Primeira supressão fronteiriça - Espaço Schengen ,
1995: Finlândia, Austria e Suécia
1992/2002: Zona do Euro - União monetária
2004: Malta, Chipre, Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Polônia, Eslováquia, República Tcheca.
2007: Romênia e Bulgária
2007: Tratado de Lisboa
- O Tratado de Lisboa é um dos mais polêmicos acordos firmados pela União Europeia, pois alguns pontos vão de encontro a questões de poder e soberanias nacionais.
- é um documento com acordo e termos elaborados pelos países-membros da União Europeia que pretende reformar ou alterar determinadas características legislativas do bloco. Após seis anos de debate, o tratado foi concluído em 2007, quando foi assinado pela maioria dos países europeus e entrou em vigor a partir de 2009.
2013: Croácia
ATUALIDADES
- A Turquia não participam da União Europeia.
- Um dos principais obstáculos à integração da Turquia é o fato de o Continente Europeu ainda ser considerado, por muitos, como um “Clube Cristão” fundada nos princípios Judaico-Cristãos. A aceitação de um país com 70 milhões de muçulmanos iria acabar com esta visão europeia. A Turquia poderia enriquecer a Europa trazendo uma nova identidade religião e cultural para o património da União. Dentro das fronteiras europeias já residem 20 milhões de muçulmanos, a adesão de um país de maioria muçulmana daria a Bruxelas a hipótese de dar o exemplo de tolerância a todos os seus cidadãos.
- É um fato que apenas um terço do território turco se encontra em solo Europeu, pelo que muitos alegam que a Turquia não pertence à Europa mas sim à “Ásia Menor”. Acredita-se, então, que a UE deve crescer dentro do seu espaço geográfico, expandindo-se para Leste e não para um espaço que é maioritariamente Asiático.
- É acusada de violação do direitos humanos em relação a minoria curda
Suíça: (não quer participar) - Possui uma economia forte, acordos com a União Europeia, é um paraíso fiscal e faz uso constante da democracia direta.
Crise Europeia
- Elevação da dívida/PIB
- Os gastos com o Estado do Bem-Estar Social
- Socorro financeiro aos Bancos (Crise de 2008)
- Diminuição da População Economicamente Ativa (PEA) Dificuldade de Arrecadação
Soluções:
- Medidas de socorro econômica oferecidas pela Troika - (Banco Central Europeu, FMI e Comissão Europeia)
- Austeridade Fiscal - Diminuição dos gastos públicos e o aumento dos impostos
Fontes:
- A assinatura deu-se em 8 de abril de 1965. Entrou em vigor em 1 de julho de 1967. Tem como finalidade: simplificar o funcionamento das instituições europeias.
- Principais mudanças: criação de uma Comissão única e de um Conselho único para as três Comunidades Europeias (CEE, Euratom, CECA); revogado pelo Tratado de Amesterdã.
- O primeiro alargamento da CEE foi bastante heterogéneo. Acabou por ser dominado pelo caso britânico, devido à sua economia altamente desenvolvida e às suas relações extra-europeia.
1985: Tratado de Schengen
- Com o objetivo de dar liberdade de circulação aos cidadãos, cinco países assinaram, em 1985, o acordo que iria abolir as fronteiras em quase todo o território do velho continente. O Tratado de Schengen iniciou com a participação da Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, Holanda e França.
- A implementação foi efetivada no ano de 1995, e hoje conta com 26 países membros do acordo, sendo que entre os países da União Europeia não fazem parte, aparecem apenas Bulgária, Chipre, Irlanda, Reino Unido e Romênia. Além disso, quatro países que não pertencem à UE fazem parte de Schengen: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.
1986: Portugal e Espanha
1991/1992: Tratado de Maastricht
- O “Tratado Maastricht” ou o “Tratado da União Europeia” foi um acordo assinado na cidade Maastricht (Holanda) pelos países europeus em 7 de fevereiro 1992.
- Entrou em vigor em 1 de novembro de 1993, como a etapa derradeira para a integração europeia, afim de constituiu política socioeconômica comum para os países signatários.
- O principal atributo do Tratado Maastricht é que ele aprofundou as reformas realizadas para implantação da União Europeia (UE). Isso culminou numa dimensão fortemente política, na medida em que reforçou a legitimidade democrática das instituições já existentes, além de abordar assuntos como educação, energia, agricultura, meio-ambiente e saúde para a comunidade europeia.
- Contudo, a realização da união econômica e monetária também merece destaque, com a criação da União Econômica e Monetária (UEM) e da moeda única, o Euro, o que facilitou a coordenação das políticas econômicas do bloco.
1995: Primeira supressão fronteiriça - Espaço Schengen ,
1995: Finlândia, Austria e Suécia
1992/2002: Zona do Euro - União monetária
2004: Malta, Chipre, Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Polônia, Eslováquia, República Tcheca.
2007: Romênia e Bulgária
2007: Tratado de Lisboa
- O Tratado de Lisboa é um dos mais polêmicos acordos firmados pela União Europeia, pois alguns pontos vão de encontro a questões de poder e soberanias nacionais.
- é um documento com acordo e termos elaborados pelos países-membros da União Europeia que pretende reformar ou alterar determinadas características legislativas do bloco. Após seis anos de debate, o tratado foi concluído em 2007, quando foi assinado pela maioria dos países europeus e entrou em vigor a partir de 2009.
2013: Croácia
ATUALIDADES
- A Turquia não participam da União Europeia.
- Um dos principais obstáculos à integração da Turquia é o fato de o Continente Europeu ainda ser considerado, por muitos, como um “Clube Cristão” fundada nos princípios Judaico-Cristãos. A aceitação de um país com 70 milhões de muçulmanos iria acabar com esta visão europeia. A Turquia poderia enriquecer a Europa trazendo uma nova identidade religião e cultural para o património da União. Dentro das fronteiras europeias já residem 20 milhões de muçulmanos, a adesão de um país de maioria muçulmana daria a Bruxelas a hipótese de dar o exemplo de tolerância a todos os seus cidadãos.
- É um fato que apenas um terço do território turco se encontra em solo Europeu, pelo que muitos alegam que a Turquia não pertence à Europa mas sim à “Ásia Menor”. Acredita-se, então, que a UE deve crescer dentro do seu espaço geográfico, expandindo-se para Leste e não para um espaço que é maioritariamente Asiático.
- É acusada de violação do direitos humanos em relação a minoria curda
Crise Europeia
- Elevação da dívida/PIB
- Os gastos com o Estado do Bem-Estar Social
- Socorro financeiro aos Bancos (Crise de 2008)
- Diminuição da População Economicamente Ativa (PEA) Dificuldade de Arrecadação
Soluções:
- Medidas de socorro econômica oferecidas pela Troika - (Banco Central Europeu, FMI e Comissão Europeia)
- Austeridade Fiscal - Diminuição dos gastos públicos e o aumento dos impostos
GEOGRAFIA DOS FLUXOS MIGRATÓRIOS

a) Migrações
- Escala temporal: migrações diárias, temporárias, sazonais, definitivas.
- FATORES MIGRATÓRIOS
a) Fatores de repulsão:
MIGRAÇÕES NA HISTÓRIA
a) Antiguidade e Idade Média
- Emigração
- Imigração
- Escala temporal: migrações diárias, temporárias, sazonais, definitivas.
- FATORES MIGRATÓRIOS
a) Fatores de repulsão:
- problemas sócioeconômicos
- Guerras
- Perseguições
- Problemas ambientais
- Condições sociopolíticas favoráveis
- Ambientais econômicos dinâmicos
- Possibilidades de melhorias de vida
- Afinidade linguística ou proximidade espacial
- legalidade e ilegalidade
- Migrações clandestinas
- Tráfico humano
- Asilados e refugiados políticos
- Políticas de atração de imigrantes (atrativas de mão de obra)
MIGRAÇÕES NA HISTÓRIA
a) Antiguidade e Idade Média
- Nomadismo e sedentarismo
- Expansão de impérios (egípcio, romano, grego)
- Expansão islâmica
b) Da expansão marítima,europeia ao século XIX
- Colonialismo
- Partilha Imperialista
- Perseguições religiosas na Europa
- Atração de imigrantes para os Estados Unidos
- Tráfico de pessoas escravizadas
c) Primeira metade do século XX
- Guerras mundiais e migrações
- Nazismo e diáspora judaica
MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS RECENTES
a) O pós-Segunda Guerra Mundial
- Descolonização afro-asiática
- Migrações de retorno (Europa e Japão)
- Políticas de atração de mão de obra para reconstrução europeia
- Xenofobia e ultranacionalismos
- Políticas de repratiamento
- Barreiras migratórias (muros)
c) Destaques migratórios atuais
- Africanos para a Europa
- Dispersão internacional de chineses
- Atração de trabalhadores para o Sudeste Asiático
POPULAÇÃO: TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA E ESTRUTURA
CONCEITOS
a) Taxa de natalidade – número de nascimentos (1000 hab./ano)
b) Taxa de mortalidade – número de óbitos (1000/
hab./ano)
c) Crescimento Vegetativo – Taxa de natalidade - taxa de
mortalidade = Crescimento vegetativo
d) Taxa de fecundidade – número de filhos por mulher
OBS.: Análise do crescimento vegetativo (CV):
1 filho por casal – redução populacional
2 filhos por casal – estagnação populacional
3 filhos por casal – incremento populacional
TRANSIÇÃO
DEMOGRÁFICA
a)
Primeira Fase
- Economia rurais
- Taxa de natalidade alta + taxa
de mortalidade alta = crescimento
vegetativo baixo
- Taxa de Natalidade alta:
. baixo custo de formação do indivíduo
. filho – mão de obra
. baixo desenvolvimento contraceptivo
. pouca difusão de informações
- Taxa de mortalidade alta
. pouco acesso à medicina
. Pouco Saneamento Básico
. Oferta instável de alimentos
. Guerrras e epidemias
b) Segunda
Fase
- Economias urbano-industriais
- Taxa de Natalidade alta + taxa de mortalidade baixa =
crescimento vegetativo alto
- Redução da taxa de mortalidade
. Revolução médico-sanitária
. Estabilização
c)
Terceira Fase
- Economia urbanas terciarizadas
- Taxa de natalidade baixa + taxa de mortalidade baixa =
crescimento vegetativo baixo
- Redução da taxa de natalidade
. Alto custo de formação do indivíduo
. Planejamento familiar
. Difusão de contraceptivos e informação
. Maior participação da mulher no mercado de trabalho
ESTRUTURA
DA POPULAÇÃO
a) Etária
Base
larga e topo estreito
. Alta natalidade (base larga)
. Baixa expectativa de vida (topo estreito)
. População jovem
Estreitamento
da base da pirâmide
. Natalidade moderada (base menos larga)
. Expectativa de vida melhor (topo menos estreito)
. Pirâmide mais equilibrada
Rumo
a um topo largo
. Natalidade baixa (base estreita)
. Expectativa de vida alta (topo largo)
. Maior proporção de idosos
b) Setores econômicos
- Países pobres: setor primário em destaque
- Países com industrialização tardia: tendência de
crescimento do setor terciário.
- Países desenvolvidos: economias terciarizadas (apenas
industriais de alta tecnologia)
c)
IDH
- Indicadores que compões o cálculo
. RNB (ou PNB) per capita
. Expectativa de vida
. Escolaridade
d)
Espacial
- População absoluta x população relativa
. País populoso: elevado número de habitantes
. País povoado: elevada densidade demográfica
TEORIAS
DEMOGRÁFICA
a)
Malthusiana
- visão religiosa e
pessimista
- alimentos crescem em
progressão aritmética x população cresce em progressão geométrica
- propõem controle de
natalidade
- não prevê avanços na
agricultura ou estagnação da natalidade
b)
Neomalthusiana
- crescimento vegetativo é causa
do subdesenvolvimento
- elevados gastos sociais
- políticas radicais (aborto
e esterilização compulsórios e, em alguns casos infanticídio)
- atribui os problemas aos
países com alto crescimento vegetativo
- geralmente
subdesenvolvidos
- teoria determinista
c)
Ecomalthusiana
- Crescimento vegetativo implica
impactos ambientais
- Atribui os problemas aos
países com alto crescimento vegetativo
. Geralmente subdesenvolvidos
. Teoria, mais uma vez,
determinista
- Ignora as disparidades de
padrões de consumo
d)
Reformista
- Problemas sociais são
frutos da desigualdade
- Propõe reformas: social,
política e econômica
- Teoria mais bem aceita
atualmente
