Exercícios - Primeiro Ano


São exemplos da indústria de bens de consumo (ou leve):
a) Indústria de autopeças e de alumínio.   
b) Indústria de automóveis e de eletrodomésticos.   
c) Indϊstria de plαsticos e borracha e de alimentos.   
d) Indústria de máquinas e de aço.   
e) Indústria de ferramentas e chapas e ferro.    

Os "velhos tigres asiáticos", entre os quais se destaca a Coréia do Sul, apresentaram uma situação bastante original: de simples montadores para exportação passaram a desenvolver tecnologia e, hoje, destacam-se como áreas de industrialização avançada. Pode-se apontar como um dos fatores responsáveis por essa transformação

a) as abundantes jazidas de minérios e combustíveis fósseis.
b) a presença de sindicatos fortes e combativos.
c) os investimentos maciços em educação e em pesquisas tecnológicas.
d) o forte crescimento vegetativo que criou um grande mercado consumidor.
e) a presença de Estados democráticos que exaltam a participação popular.

A construção de Brasília durante o governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) teve, entre suas motivações oficiais,

a) afastar de São Paulo a sede do governo federal, impedindo que a elite cafeicultora continuasse a controlá-lo.
b) estimular a ocupação do interior do país, evitando a concentração das atividades econômicas em áreas litorâneas.
c) deslocar o funcionalismo público do Rio de Janeiro, permitindo que a cidade tivesse mais espaços para acolher os turistas.
d) tornar a nova capital um importante centro fabril, reunindo a futura indústria de base do Brasil.
e) reordenar o aparato militar brasileiro, expandindo suas áreas de atuação até as fronteiras dos países vizinhos.


Invadindo espaços

As cidades que antes serviam para abrigar os cidadãos, hoje são o ambiente típico dos automóveis.
Nos países em desenvolvimento, a ação do poder público em favor do automóvel foi e tem sido tão eficaz que fica cada vez mais difícil para os moradores das cidades viver com um mínimo de conforto sem um automóvel particular. Só os que, em razão do seu padrão de renda, não podem almejar ter um carro sujeitam-se ao ineficiente sistema de transporte público. Neles perdem várias horas do dia, muitos dias por ano, alguns anos de vida.
Se as condições fossem outras, se o transporte público fosse mais eficiente, menor seria a parcela de renda que boa parte da população precisa reservar para compra e manutenção de um carro particular, menores seriam as demandas por investimentos públicos no sistema viário, maiores seriam as disponibilidades da renda pessoal para outras atividades, incluindo lazer, e maiores seriam os recursos que o poder público poderia destinar para melhorar a qualidade de vida de uma população.

OKUBARO, Jorge J. O automóvel, um condenado? São Paulo: Senac, 2001. p. 52-53. (Adaptado).

De acordo com a análise do texto acima, é CORRETO afirmar:
a) o elevado custo, os problemas de congestionamento das grandes cidades (ônibus, automóveis, caminhões) são os maiores responsáveis pela poluição atmosférica nos centros urbanos, ocasionando a redução na qualidade de vida da população. 
b) a baixa tarifa do transporte urbano é um incentivo ao trabalhador, independentemente do tempo gasto para o deslocamento entre a casa e o trabalho, o que resulta em ganho no orçamento no final do mês. 
c) a qualidade do transporte coletivo urbano, fruto de estratégias de planejamento, acaba por estimular a utilização do transporte coletivo, diminuindo o número de veículos nos grandes centros urbanos. 
d) a crescente preocupação com o planejamento urbano pelos órgãos oficiais do governo tem trazido melhorias na condução do tráfego e a diminuição dos custos na infraestrutura viária. 

Sobre o processo industrial brasileiro, está correto afirmar:
a) A primeira grande indústria de base nacional, instalada no município de Volta Redonda, coincide com a primeira fase da substituição de importação iniciada na Primeira Guerra Mundial.
b) O rodoviarismo que se instaurou no Brasil está ligado à ação das montadoras automobilísticas que se expandiram no Brasil, sobretudo a partir do Plano de Metas.
c) A era Vargas incentivou a presença do capital estrangeiro junto ao parque industrial nacional contra a perspectiva estatista vigente até os anos 1930.
d) A fixação do capital industrial no estado de São Paulo está ligada à chegada ao poder dos paulistas nos anos 1930 que concentraram os investimentos no estado.
e) Os anos 1990 caracterizam-se pela polarização das indús- trias no sudeste, ratificando um processo iniciado desde anos remotos da indústria brasileira.

O Brasil experimentou, na segunda metade do século 20, uma das mais rápidas transições urbanas da história mundial. Ela transformou rapidamente um país rural e agrícola em um país urbano e metropolitano, no qual grande parte da população passou a morar em cidades grandes. Hoje, quase dois quintos da população total residem em uma cidade de pelo menos um milhão de habitantes.
(Adaptado de George Martine e Gordon McGranahan, “A transição urbana brasileira: trajetória, dificuldades e lições aprendidas”, em Rosana Baeninger (org.), População e cidades: subsídios para o planejamento e para as políticas sociais. Campinas: Nepo / Brasília: UNFPA, 2010, p. 11.)
Considerando o trecho acima, assinale a alternativa correta.
a) A partir de 1930, a ocupação das fronteiras agrícolas (na Amazônia, no Centro-Oeste, no Paraná) foi o fator gerador de deslocamentos de população no Brasil.
b) Uma das características mais marcantes da urbanização no período 1930-1980 foi a distribuição da população urbana em cidades de diferentes tamanhos, em especial nas cidades médias.
c) Os últimos censos têm mostrado que as grandes cidades (mais de 500 mil habitantes) têm tido crescimento relativo mais acelerado em comparação com as médias e as pequenas.
d) Com a crise de 1929, o Brasil voltou-se para o desenvolvimento do mercado interno através de uma industrialização por substituição de importações, o que demandou mão de obra urbana numerosa.



A figura representa uma política desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek, vivenciada pelos brasileiros entre 1956-1961.

A leitura da figura e do texto permite concluir que a política desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek é

a) modernizadora, mas não é nacionalista e, por isso, desvaloriza o capital estrangeiro.
b) desnacionalizadora, pois representa um momento de entrada significativa de multinacionais no Brasil.
c) modernizadora, pois incrementa as indústrias nacionais com capitais oriundos das multinacionais norte-americanas.
d) desnacionalizadora, já que conquista o mercado externo, no mundo globalizado.
e) modernizadora e, ao mesmo tempo, desnacionalizadora, por não ter sido implantada por nacionalistas e por ter provocado um aumento da tecnologia nas empresas nacionais.

4 - (IBMEC-RJ) A ocorrência da Primeira Guerra Mundial trouxe para o Brasil uma importante consequência econômica. Assinale-a:

a) a introdução de novas culturas, como a da borracha, para atender aos interesses do mercado externo;
b) a assinatura do Convênio de Taubaté, como forma de estabilizar o preço do café;
c) o desenvolvimento de um surto de substituição de importações, resultado das dificuldades geradas no comércio internacional;
d) a busca de mercados consumidores alternativos no Oriente, em função das dificuldades para a execução do comércio com os europeus e norte-americanos;
e) um forte intervencionismo estatal, como forma de superar as dificuldades do empresariado nacional para a realização de investimentos no setor produtivo.

5 - (UFRGS)  Após a Segunda Guerra Mundial, a maioria i dos países latino-americanos implementou políticas de industrialização por substituição de  importações que tiveram resultados diversos.

Considere as seguintes afirmações sobre os efeitos que a implementação dessas políticas

I - Ela acelerou a migração campo-cidade.
II - Ela favoreceu a industrialização nas regiões Sudeste e Sul.
III - Ela reforçou o papel do Estado brasileiro nas políticas territoriais.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.  
b) Apenas II.  
c) Apenas III.  
d) Apenas II e III. 
e) I. II e III. 

6 - Durante o Estado Novo (1937-1945), foram criadas as bases necessárias para o desenvolvimento industrial brasileiro a partir dos anos 50. O Estado tornou-se o grande investidor na indústria de base, criando empresas que foram fundamentais para o surto industrial posterior. Entre essas empresas, destacamos o (a):
a) Eletrobras
b) Banco Central
c) Companhia Siderúrgica Nacional
d) Banco do Brasil
e) Petrobras

domingo, 1 de julho de 2012
Posted by Francisco Geo

Atenção - Primeiro Ano


11 – O que você entende por urbanização?
12 – O que são megacidades?
13 – O que você entende por cidades globais?
14 - O que é conurbação?
15 – Apresente alguns problemas urbanos de ordem social.
Posted by Francisco Geo

Turma 1000


A partir da década de 70, a população brasileira tornou-se predominantemente urbana. entre outros fatores, contribuiu para essa realidade o(a)
a) aparecimento das agrovilas.
b) surgimento de superpopulação no meio rural.
c) diversificação do mercado urbano, possibilitando a absorção total da mão-de-obra rural.
d) deslocamento da mão-de-obra rural para as cidades, em virtude da modernização da agropecuária.


Aqui a visão já não é tão bela
Se existe outro lugar.
Periferia é periferia."
("Periferia é periferia", Racionais MCs)

"O que são os Racionais? Rappers, óbvio. Mas também, e sobretudo, são netos bastardos dos anos JK. Sim, porque deve ter sido mais ou menos naquele período de grande euforia nacionalista e de urbanização acelerada que os avós de mano Brown começaram a engordar uma periferia que foi excluída do consumo de carros e de eletrodomésticos, então símbolos de modernidade, restrita a poucos.
Desde então, os descendentes de vovô Brown não deixariam mais de ser alheados do ideal consumista que a TV no entanto lhes joga diariamente na cara.
Quatro décadas de pauperização urbana e de promessas frustradas, frutos do modelo brasileiro de desenvolvimento, criaram milhões de Manos Brown."
(SILVA, Fernando de Barros. "Folha de São Paulo", 25/08/98.)

O conjunto de características que melhor situa o fenômeno retratado como a continuidade de um processo de urbanização iniciado no governo JK, é:
a) aceleração da taxa de natalidade / contenção das migrações internas / estímulo ao setor terciário da economia
b) reforma agrária mal sucedida / inchamento das cidades médias / prioridade às indústrias de capital nacional
c) expansão das periferias urbanas / crescimento das grandes metrópoles / inserção precária no mercado de trabalho
d) política de integração nacional / apoio à pequena produção agrícola / incentivo à vinda de empresas multinacionais


A precariedade do sistema de transporte urbano (ônibus, trens e metrô) é um dos principais problemas dos grandes centros urbanos brasileiros. Esse problema afeta principalmente as camadas mais pobres que vivem na periferia dessas cidades. O fluxo dessa população entre o centro e periferia das cidades é conhecido como:
a) êxodo rural-urbano.
b) migração interna urbana.
c) movimento pendular.
d) movimento intermunicipal.
e) migração inter-regional dos grandes centros.

"Deslizamento soterra 30 na Bahia. O deslizamento de terra soterrou pelo menos dois ônibus cheios de passageiros, um caminhão e 20 carros (...)."
("Correio do Povo", 18/5/99.)

Os deslizamentos são causados, principalmente, pela

I. ocupação humana desordenada das encostas, que não respeita a preservação da vegetação.
II. retirada da vegetação que protege as áreas de encostas da erosão do solo provocada pelo escoamento das águas.
III. declividade pois, quanto maior for o declive de uma encosta, menor será a erosão causada pelo escoamento das águas.

Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas III.
c) apenas I e II.
d) apenas II e III.
e) I, II e III.




Texto I

Os cinco anos do governo Juscelino são lembrados como um período de otimismo associado a grandes realizações, cujo maior exemplo é a construção de Brasília. [...] A ideia não era nova, pois a primeira Constituição Republicana, de 1891,atribuía ao Congresso a competência de “mudar a capital da União”. Coube porém a Juscelino levar o projeto à prática, com enorme entusiasmo, mobilizando recursos e mão de obra constituída principalmente por migrantes nordestinos – os chamados “candangos”.

(Adaptado de: FAUSTO, B. História do Brasil. 8 ed. São Paulo: EDUSP/FDE, 2000, p. 425-430.)

Texto II

[...] Eu inauguro o monumento
No Planalto Central do País [...]
O monumento é de papel crepom e prata
Os olhos verdes da mulata
A cabeleira esconde atrás da verde mata
O luar do sertão [...]
O monumento não tem porta
A entrada é uma rua antiga,
Estreita e torta
E no joelho uma criança sorridente,
Feia e morta,
Estende a mão [...]

(VELOSO, C. Tropicália. Álbum Tropicália. Ed. Polygram, 1967.)

Considerando os textos XII e XIII e os conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que a construção de Brasília representou:
a) A síntese de um período de desenvolvimento econômico sem precedentes na história nacional, pela prosperidade ocasionada pelo deslocamento maciço de populações empobrecidas do Nordeste para a nova área de ocupação.
b) A construção da primeira cidade planejada do Brasil, época em que se inaugura a modernização do país propiciando também a remodelação de portos, construção de ferrovias, aeroportos e indústrias de base.
c) Uma época na qual o país buscou superar de forma rápida o atraso econômico da sociedade agroexportadora e adentrar no mundo urbano industrial, vivendo, no entanto, uma série de contradições sociais geradas pela concentração de renda.
d) O coroamento do esforço governamental, iniciado na Primeira República, que procurava estimular a ocupação territorial, promovendo a reforma agrária, o desenvolvimento industrial descentralizado e a modernização do país.
e) A reformulação do movimento conhecido como “Marcha para o Oeste”, que procurou transformar áreas despovoadas do Brasil em polos de desenvolvimento industrial, política consolidada na Era Vargas.

O processo de urbanização brasileiro continua extremamente acelerado e muito rico em suas variações, além de preocupante, face a alguns problemas que se acumulam. Sobre a urbanização brasileira, assinale a opção que se apresenta INCORRETA:
a) Cidades médias (de 100 a 500 mil habitantes) do Centro-Sul, situadas em zonas prósperas, estão entre os centros urbanos de melhor padrão de vida.
b) São Paulo e Rio de Janeiro (em torno de 10 milhões de habitantes) são megacidades que hoje apresentam sérios e preocupantes problemas de infra-estrutura.
c) Recife, Salvador e Fortaleza são as maiores metrópoles nordestinas e se incluem no rol das 9 (nove) Regiões Metropolitanas definidas por lei.
d) O maior aglomerado (várias cidades em torno de um pólo maior) urbano brasileiro, que não tem função de capital é o de Campinas, hoje já em torno de 1 milhão de habitantes.
e) Quando duas cidades formam um conjunto urbano integrado, como no caso de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), estamos diante do fenômeno urbano definido como "megalópolis".


No Brasil existem nove regiões oficialmente classificadas como metropolitanas, de importância nacional. Cada uma das metrópoles brasileiras tem sua própria área de abrangência espacial, social e econômica. Sobre o assunto, qual a afirmação mais correta?
a) São Paulo e Belo Horizonte são metrópoles nacionais localizadas na região mais industrializada do país.
b) O sistema urbano brasileiro apresenta a seguinte hierarquia: centro regional - cidade local - metrópole regional - capital regional - metrópole nacional.
c) São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília constituem as regiões metropolitanas mais importantes do Brasil
d) A transformação de uma cidade em metrópole regional depende, principalmente, de fatores políticos-administrativos e de condições ambientais favoráveis, destacando-se a topografia, clima e vegetação original preservada.
e) As áreas metropolitanas costumam ser definidas como um conjunto de municípios vizinhos e integrados sócio-economicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comuns.

Esta questão está relacionada aos anúncios publicados em jornal paulistano de circulação nacional.
(imagem abaixo)

A leitura de anúncio revela
a) a tentativa das classes média e alta de "fugir" da metrópole em busca da natureza e do ar puro.
b) uma nova fase da "horizontalização" do espaço urbano, através da valorização de casas em detrimento dos edifícios de apartamentos.
c) a reordenação planejada do espaço urbano, tendo por objetivo a definição de bairros exclusivamente residenciais destinados às classes de maior rendimento.
d) a desconcentração espacial com vistas a ampliar a mancha da metrópole.
e) a atual tendência das classes de renda média-alta e alta de "isolamento" através da segregação espacial.





Leia a história em quadrinhos apresentada a seguir.
(imagem abaixo)

Fonte: "Folha de S. Paulo" - (18/5/97)
O tema apresentado evidencia uma situação
a) típica das metrópoles brasileiras, onde a baixa qualificação e a diminuição do número de empregos têm contribuído para a ampliação das atividades informais.
b) cada vez mais comum nas médias e pequenas cidades brasileiras que têm atraído grande número de migrantes em função das possibilidades de emprego.
c) comum nas grandes cidades do Centro-Sul por causa do forte crescimento demográfico, mas praticamente inexistente nas áreas urbanas do Norte e Nordeste.
d) de crescente valorização das atividades do setor terciário em detrimento dos outros setores que não têm conseguido se modernizar.
e) de necessidade da utilização de mão-de-obra em atividades consideradas essenciais, para a população das médias e grandes cidades brasileiras.





Dentre as Regiões Metropolitanas brasileiras, duas delas contêm METRÓPOLES NACIONAIS em seu território, que são:
a) Fortaleza e Belo Horizonte.
b) Recife e Salvador.
c) Recife e São Paulo.
d) Rio de Janeiro e São Paulo.
e) Rio de Janeiro e Salvador

A cidade reflete as contradições da sociedade que a produz. No relato de seus habitantes é possível se perceber a lógica perversa do sistema.
"Quando eles se cansavam de andar pelas ruas, eles pediam:
- Mãe, eu quero ir para casa!
Aí eu tinha que explicar pra eles: nós não temos casa, até eles se acostumar..."
(CORTIÇOS - UMA REALIDADE QUE NINGUÉM VÊ - Wagner Celestino)

Analisando o texto anterior, podemos constatar que o(a):
a) processo de ocupação dos espaços urbanos demonstra o caráter igualitário da sociedade.
b) crescimento populacional é o grande responsável pela situação de miséria, e o controle da natalidade é a única solução.
c) atuação do Estado tem sempre a intenção de democratizar o acesso aos serviços públicos essenciais.
d) exclusão social está presente na paisagem urbana, não respeitando, nem mesmo, as áreas nobres.
e) especulação imobiliária promove a segregação do espaço urbanizado, gerando, assim, a igualdade social.


A continuidade espacial de várias áreas urbanas, fenômeno conhecido como conurbação, pode desencadear mudanças climáticas em escala local, algumas delas já detectadas em cidades brasileiras. As mais significativas são:
a) a supressão da brisa urbana e a redução da pluviosidade.
b) o aumento da umidade relativa e o desaparecimento das inversões térmicas.
c) a diminuição da insolação e a redução da temperatura.
d) a diminuição da nebulosidade e a melhor distribuição da pluviosidade ao longo do ano.
e) a formação da "ilhas de calor" e o aumento da nebulosidade.




No Brasil, as favelas, embora localizadas em sítios diferenciados, apresentam como característica comum:
a) o seu caráter periférico, ocupando sempre os limites da mancha urbana.
b) o fato de serem uma ocorrência essencialmente ligada às grandes áreas metropolitanas do Sudeste e do Nordeste.
c) as habitações de baixo custo, construídas em terrenos de posse definitiva, localizados em loteamentos organizados e destinados às populações de baixa renda.
d) a ausência de preocupação com o meio ambiente urbano em razão da natureza desordenada da ocupação, realizada em terrenos públicos ou de terceiros.
e) o fato de estarem estruturalmente associadas a bairros tradicionais degradados, com reutilização intensiva de velhos casarões mantidos pela especulação imobiliária.


 "(...) Estatísticas criminais no Brasil são precárias e manipuláveis. Servem para tudo, para aumentar ou diminuir os índices de violência. De quatro em quatro anos a violência se torna o tema eleitoral mais importante, inexplicavelmente acima da saúde, educação alimentação e emprego."
Fonte: Editorial - "Jornal do Brasil" - 02/09/94

A violência no Brasil, especialmente no meio urbano-metropolitano, já há alguns anos, vem-se tornando alvo de promessas eleitorais que valorizam o uso de repressão policial como solução definitiva para o problema. A questão, porém, parece ser mais complexa, conforme se verifica na cidade do Rio de Janeiro, onde a violência:
a) se distribui de modo homogêneo pelo espaço urbano.
b) se relaciona à atuação do crime organizado em comunidades marcadas pela precariedade da ação do Estado.
c) apresenta níveis iguais entre as diversas comunidades e classes sociais.
d) é fruto unicamente de abusos das autoridades policiais, que se mostram mal equipadas e treinadas.
e) tem sua origem nos meios de comunicação que cultuam e mistificam a agressividade humana, valorizando-a como mercadoria.


A intensificação do processo de urbanização no Brasil não possibilitou melhoria na qualidade de vida da maioria das pessoas, uma vez que o número absoluto de pessoas consideradas pobres tem aumentado significativamente. Observe o mapa a seguir e consulte a legenda.

BRASIL - Proporção de Pobres nasRegiões Metropolitanas 1981-1990
(imagem abaixo)

Legenda:
1- Belém
2 - Fortaleza
3 - Recife
4 - Salvador
5 - Belo Horizonte
6 - Rio de Janeiro
7 - São Paulo
8 - Curitiba
9 - Porto Alegre
Fonte: Rocha e Tolosa, "Núcleo - Periferia Metropolitana: Diferenciais de Renda e Pobreza" , S. Paulo: INAE, Fórum Nacional, maio/1993.

Os dados permitem concluir que as proporções de pobres nas regiões metropolitanas, no Brasil, em 1981 e 1990,
a) são mais elevadas no sul, reduzindo-se em direção ao nordeste do país.
b) são mais elevadas no norte e nordeste, reduzindo-se em direção ao sul do país.
c) são menos elevadas no nordeste e sudeste, aumentando em direção ao sul do país.
d) são mais elevadas no sul e sudeste, reduzindo-se em direção ao norte do país.
e) são menos elevadas no norte, aumentando em direção ao sudeste do país.



terça-feira, 26 de junho de 2012
Posted by Francisco Geo
domingo, 17 de junho de 2012
Posted by Francisco Geo

Atenção Segundo Ano - Alerta




–  Apresente a meta principal da proposta de desenvolvimento sustentável.


 Defina os processos planetários denominados “efeito estufa” e “aquecimento global”.




Posted by Francisco Geo

Atenção segundo Ano


I - Apenas quando você tiver cortado a última árvore, pescado o último peixe e poluído o último rio, vai descobrir que não pode comer dinheiro.
Fala de um ancião americano citada em Vandana Shiva, Ecodesenvolvimento, 1989.
Esse texto permite-nos refletir sobre a necessidade de revisão do atual modelo de desenvolvimento econômico, mesmo considerando as soluções técnicas que já foram encontradas, na tentativa de superar os problemas advindos do esgotamento dos recursos naturais. Com base nessas considerações, responda:
a) Por que o desenvolvimento econômico capitalista está em contradição com a concepção de preservação dos recursos naturais?

b) Qual é a diferença entre conservação e preservação dos ecossistemas naturais?

Respostas:

a) O desenvolvimento econômico capitalista desde seu início se caracterizou pela utilização dos recursos naturais para a obtenção de lucros, mas essa tendência se acentuou a partir do final do século XVIII com as revoluções industriais e os avanços tecnológicos. A natureza passou a ser vista como fonte inesgotável de recursos para sustentar a produção de mercadorias, o que contradiz a concepção de preservação dos recursos naturais. O que é possível fazer, numa tendência que aos poucos vai se consolidando, é utilizar a natureza de forma racional, dentro de uma concepção de conservação dos recursos.

b) Conservação dos ecossistemas naturais pressupõe o desenvolvimento sustentável, ou seja, a apropriação racional e não-predatória dos recursos naturais. Preservação implica a manutenção dos ecossistemas em seu estado original, minimizando a interferência humana. 


II -. Comente a seguinte afirmação:

O esgotamento das reservas naturais não ocorre somente pelo consumo, mas também pela forma inadequada de consumo.

-  A difusão na sociedade capitalista, principalmente nos países desenvolvidos, de uma ideologia consumista, segundo a qual a elevação do padrão de vida, o aumento da satisfação pessoal e até a garantia de felicidade passam pelo maior consumo de bens e serviços, levou a um aumento exagerado do consumismo, impulsionado pela publicidade em todo tipo de mídia. Muitos produtos são descartáveis; a moda e a obsolescência planejada tornam bens ultrapassados em pouquíssimo tempo; a busca desenfreada pela satisfação das necessidades leva ao consumo de uma infinidade de supérfluos porque, muitas vezes, as “necessidades” são inventadas, forjadas pela propaganda e pelo marketing. Tudo isso exige a utilização de recursos naturais que serão transformados em bens de consumo, cada vez numa escala maior, muito além das reais necessidades de subsistência do ser humano. Torna-se cada dia mais difícil compatibilizar a satisfação crescente do consumismo e a utilização racional das reservas naturais.



III -  Na última década [1990], tem chamado a atenção o vertiginoso crescimento de um tipo de instituições denominadas ONGs (Organizações Não-Governamentais) não apenas no Brasil como em todo o mundo. Essa pujança, dinamismo e atuação na sociedade adquiriram tamanho vulto, que já se fala que as ONGs constituem um setor à parte, o chamado Terceiro Setor, para além do público e do privado (governos e empresariado). Aponte e explique uma causa desse fenômeno.

As ONGs ganharam projeção com a tomada de consciência dos graves problemas socioambientais provocados pelo sistema produtivo humano (sobretudo o capitalista, já que o socialista acabou, embora tenha deixado grandes estragos ecológicos) e diante do descaso dos governos e empresas em relação a muitos desses problemas. Há ONGs que lutam por diversas causas - socioeconômica, política, direitos humanos, saúde, meio ambiente dentre outras. 
Posted by Francisco Geo

Para as turmas 3001/3002


Leia com atenção o trecho selecionado e responda ao que se pede.
"Snacks” de milho transgênico.

A PepsiCo/Elma Chips está substituindo o milho convencional pelo geneticamente modificado (OGM) na produção de snacks no Brasil. As marcas Cheetos e Fandangos já estão sendo fabricadas com milho transgênico. Em nota, a PepsiCo informou que a decisão teve como base a perspectiva de inviabilidade de assegurar a compra de milho convencional para atender ao volume total de matéria-prima comprada pela companhia, devido ao aumento significativo de produção de milho OGM, no Brasil. Em linha com a legislação brasileira, as embalagens dos snacks passarão a ter impressos a frase "salgadinho geneticamente modificado", e o triângulo amarelo com a letra T, símbolo do transgênico. A CTNBio, órgão do governo, permite o cultivo de 17 tipos de milho OGM no país.


(Adaptado da reportagem de Flávia Oliveira, O Globo, p. 24.18 maio 2011).

a) Associe a posição da empresa, em relação à ampliação no uso dos OGM, à dinâmica do complexo agroindustrial.
b) Explique dois argumentos contrários ao cultivo dos OGM que são defendidos por ambientalistas.

Resolução:

a) O aumento no uso dos OGM nos snacks brasileiros corresponde à ampliação do consumo de produtos agroindustriais na sociedade brasileira frente à grande demanda urbano-industrial por matérias-primas no país, na atualidade. Como o Complexo Agroindustrial corresponde a uma cadeia de investimentos em setores diversos (pesquisas, financiamentos, uso de insumos...) voltados para a ampliação do consumo em escala urbana mundial, a velocidade da plantação dos OGM corresponde mais à lógica do complexo do que à dos cultivos tradicionais. Isto pode explicar o aumento expressivo da produção do milho transgênico no Brasil, já que a produção tradicional dessa matéria-prima não dá conta das necessidades do Complexo Agroindustrial atual em ampliar as suas redes de comercialização nos mercados emergentes. Os produtos OGM passaram a compor hoje os fundamentos para o crescimento do setor agroindustrial brasileiro e para a sua expansão no mercado interno e internacional.
b) Entre os argumentos contrários, estão:

- migração dos genes das plantas geneticamente modificadas para outras plantas de cultivo tradicional, causando mudanças genéticas inesperadas;
- plantas geneticamente modificadas são mais resistentes aos herbicidas, ampliando-se o uso dos mesmos, o que contaminaria as próprias plantas, os solos e lençóis freáticos;
- poluição genética dos solos devido à liberação de determinadas toxinas, o que causaria infertilidade dos mesmos;
- risco de os insetos e predadores de plantas geneticamente modificadas tornarem-se mais resistentes; -  declínio e/ou desaparecimento de determinadas espécies de insetos (devido ao uso de toxinas muito poderosas), o que afetaria a cadeia alimentar;
- os OGM aumentam os índices de alergia nos humanos;
- genes de resistência a antibióticos, existentes em alguns OGM, podem passar para o intestino humano; - o DNA de um alimento transgênico pode ultrapassar a parede intestinal de um hospedeiro, causando uma mutação genética;
- objeções éticas que colocam em questão a legitimidade do ser humano em realizar o intercâmbio de genes entre espécies completamente diferentes;- o domínio tecnológico de algumas empresas sobre os transgênicos, eliminando a variedade de espécies, grãos, sementes, e criando um monopólio internacional sobre o setor agroalimentar nos países.

Posted by Francisco Geo

Quem sou eu

Formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF)(Licenciatura), Bacharel em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Curso de extensão em O&M pela Fundação Getúlio Vargas, Pós-graduado em gestão ambiental pela Ferlagos, Professor da rede estadual do Estado do Rio de Janeiro e da rede particular, professor de curso preparatório militar, cursos pré-vestibular.

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