ESTADO E CIDADANIA NO BRASIL


Contexto de formação do Estado brasileiro

. Independência do Brasil, instituição do IMPÉRIO

. Primeira Constituição Brasileiro

A Constituição de 1824 foi a primeira da história brasileira e vigorou até a Proclamação da República, em 1889. Foi a Carta que, por mais tempo, esteve em vigor, permanecendo por 65 anos. Ela começou a ser elaborada em 1823, durante uma Assembleia Constituinte, na qual as províncias (o equivalente aos estados) enviaram seus representantes. Porém, o imperador Dom Pedro I resolveu fechá-la, por causa da tentativa dos constituintes de limitar os poderes dele.

. Poder Moderador

"O Poder Moderador era um dos poderes que constituíam as instituições do Império Brasileiro (1822 a 1889). No Brasil, o Império foi construído como forma de harmonizar as tradições políticas conservadora e liberal, então vigentes nas tradições monárquicas de origem europeia após a queda do Império Napoleônico em 1815. O Poder Moderador coexistia com os poderes legislativo, judiciário e executivo, formando, assim, um quarto poder."

. Maior parte da população sem participação política

. Escravidão

 

PRIMEIRA REPÚBLICA

. República oligárquica

A República Oligárquica (1894-1930) se caracteriza pela alternância de poder entre as oligarquias cafeeiras dos estados de Minas Gerais e de São Paulo.

Os presidentes desta época foram eleitos, na maioria das vezes, pelo Partido Republicano Paulista e o Partido Republicano Mineiro.

A partir dos anos 30, alguns historiadores chamam esta fase de Primeira República, República dos Coronéis ou República do Café com leite e ainda, República Velha.

. Segunda Constituição

"A Constituição de 1891 foi a segunda da história brasileira e a primeira do período republicano. Foi promulgada em fevereiro de 1891, como uma consequência direta da alteração da forma de governo. Ela implementou mudanças significativas para o Brasil, ratificando o sistema republicano presidencialista, implantando o federalismo e determinando a separação entre Estado e Igreja."

"A Constituição de 1891 está inserida no contexto da mudança da forma de governo que o Brasil passou no final do século XIX, quando a monarquia foi substituída pela república, em 15 de novembro de 1889, por meio de um golpe. D. Pedro II e a família real foram expulsos do Brasil, e um governo provisório foi instituído sob a presidência de Deodoro da Fonseca."

. Voto direto

. Eliminação do Poder Moderador

. Influência positivista

No Brasil, o positivismo influenciou fortemente os militares e políticos ligados ao marechal Manuel Deodoro da Fonseca, que em 1889 depôs o imperador Dom Pedro II e tornou-se o primeiro presidente do Brasil, implantando uma tentativa de se fazer uma política baseada no positivismo, com o cultivo e a imposição da ordem.

. Direito ao voto: somente a homens maiores de 21 anos alfabetizados

Era Vargas

Constituição de 1934

A Constituição de 1934 foi a 3ª Constituição brasileira e a 2ª da República.

A Carta Magna trouxe novidades como a instituição do voto feminino e da Ação Popular.

Neste período, a Constituição de 1891 deixou de vigorar e em substituição foi feito o Decreto 19.380/30 que determinava:

·         O fim da política dos governadores;

·         O desarmamento dos coronéis;

·         A dissolução do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e Câmeras Municipais;

·         O governo Provisório exerceria os Poderes Legislativos e Executivo;

·         O presidente da República governaria por decretos.

Estas medidas deveriam ter um caráter transitório, mas Getúlio Vargas não fazia nenhum movimento para mudar esta situação.

Assim, o estado de São Paulo, lançou a Revolução de 1932 com o objetivo de derrubar o governo e dar ao país uma Constituição.

 

Características da Constituição de 1934

·         República Federativa como forma de governo;

·         Estados Unidos do Brasil;

·         Incorporou o voto feminino;

·         Determinou que o sufrágio eleitoral fosse universal, secreto, direto e por maioria dos votos;

·         Estabeleceu o ensino primário gratuito e obrigatório;

·         A Câmara dos Deputados era eleita de forma direta, mas também havia representantes eleitos por organizações profissionais;

·         O Poder Executivo era exercido pelo presidente da República com o mandato de quatro anos e sem direito à reeleição;

·         Estabeleceu a Justiça Eleitoral e a Justiça do Trabalho;

·         Previa o Mandado de Segurança;

·         Instituiu a Ação Popular.

 

Constituição de 1937

 

Foi a 4ª Constituição brasileira e a 3ª do período republicano.

Ficou conhecida como a Constituição “Polaca” por ter leis de inspiração fascista, tal qual a Carta Magna polonesa de 1935.

O texto foi elaborado pelo jurista Francisco Campos e outorgada em 10 de novembro de 1937.

 

Supressão de direitos civis e políticos

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) (1943)

 

GOVERNOS DEMOCRÁTICOS (1945 A 1964)

 

Constituição de 1946

 

Promulgada em 18 de setembro de 1946, a quinta Constituição do país e a quarta do período republicano, foi assinada pelo Presidente da República e antigo Ministro de Guerra durante o governo de Getúlio: o militar Eurico Gaspar Dutra (1883-1974).

 

Com um Congresso recém-eleito (dissolvido pela Constituição anterior), a Constituição de 1946 foi outorgada um ano após a deposição do antigo presidente, Getúlio Vargas, pelo golpe militar de 1945.

De caráter democrático, a nova Constituição, composta de 218 artigos, previa retomar alguns pontos expressos na Constituição de 1934, as quais foram retiradas pela de 1937.

DITADURA MILITAR

Constituição de 1967

Após o golpe militar de 1964, que depôs o Presidente da República, João Goulart (1919-1976), mais conhecido como Jango, a sexta Constituição do Brasil e quinta da República, foi promulgada no dia 24 de janeiro de 1967, durante o governo do militar Humberto Castelo Branco (1897-1967). Ela inaugurou o regime militar no Brasil, que perduraria 21 anos (1964-1985).

Segundo a Carta de 1967, o presidente seria eleito de maneira indireta dentro do mandato de cinco anos. Além disso, a concentração do poder estava centralizada no poder executivo.

A pena de morte e a limitação do direito de greve, salientava maior preocupação política e militar, em detrimento dos direitos individuais dos cidadãos. Com isso, a chegada dos militares do poder promoveu uma nova Constituição, dedicada em acabar com as questões democráticas, proposta pela Constituição Anterior, de 1946.

. AI-5

. Restrições de direitos políticos e civis

. Abertura política em 1985

Fim da Ditadura Militar, reabertura política e situação atual

Movimentos Sociais: Manifestações pela participação popular e política

Eleição indireta para presidente

Comissão Constituinte para elaboração de nova Constituição

Constituição de 1988 – “Constituição Cidadã”

. Influência dos Direitos Humanos

. Reconhecimento dos direitos civis, políticos e sociais

. Movimentos sociais contemporâneos e participação política

. Movimento dos trabalhadores rurais e urbanos

. Movimento Feminista

. Movimento Negro

. Movimento do transporte público gratuito

. Movimento ambientalista

 

- Caracterizados pela interseccionalidade, esses movimentos:

 

Buscam efetivação de direitos existentes e reconhecimento de novos direitos;

Denunciam desigualdades sociais e formas de discriminação


 

 

 Fontes:

https://brasilescola.uol.com.br/historiab/poder-moderador.htm

https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/constituicao-1824.htm

https://www.todamateria.com.br/republica-oligarquica/

 

terça-feira, 22 de novembro de 2022
Posted by Francisco Geo

 


INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E FORMAÇÃO DA UNIÃO EUROPEIA


O processo de formação e constituição da União Europeia foi relativamente lento, porém pioneiro.  Hoje o agrupamento ostenta a posição de maior e mais avançado bloco econômico do mundo, formando um verdadeiro “Estado Europeu”, com uma elevada integração territorial.

Podemos dizer que o embrião que, mais tarde, veio a dar origem à União Europeia foi o Benelux, um grupo econômico formado por Bélgica, Holanda e Luxemburgo, criado em 1944. Inicialmente, esse bloco funcionava como uma União Aduaneira, isto é, com reduções nas tarifas de importações e exportações entre os estados-membros e a adoção de uma Tarifa Externa Comum (TEC). O Benelux tornou-se o principal modelo dos blocos econômicos que atualmente predominam no contexto econômico mundial.


Integração

. Pós-guerra

1944: BENELUX

 - Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo

. Acordo de livre-comércio

 

1951: CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço) foi uma entidade supranacional, fundada em Paris em 1951 por seis países europeus (França, Bélgica, Alemanha Ocidental, Itália, Luxemburgo e Holanda).

1957: TRATADO DE ROMA: Este Tratado instituiu a Comunidade Econômica Europeia (CEE), que reuniu seis países (Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos) tendo por objetivo trabalhar no sentido da integração e do crescimento econômico através das trocas comerciais.

. Foi o embrião de um mercado comum que previa uma livre circulação de mercadorias, serviços, capitais e pessoas.

1973: Dinamarca, Irlanda e Reino Unido

1981: Grécia

1985: Portugal e Espanha

1993: entra em vigor o TRATADO DE MAASTRICHT


O Tratado de Maastricht é conhecido também como o Tratado da União Europeia. Foi assinado em 7 de fevereiro de 1992, na cidade de Maastricht, na Holanda, pelos países-membros da Comunidade Europeia. É conhecido também pelo segundo nome porque, ao entrar em vigor, ele possibilitou a criação da União Europeia e lançou as bases para a consolidação de uma moeda única na Europa: o euro. Seus antecedentes remontam ao final da Segunda Guerra Mundial, e seu principal objetivo foi a criação de metas para a livre circulação de pessoas, produtos, serviços e capital.

1995: primeira supressão fronteiriça (Espaço Schengen)

O Espaço Schengen permite a livre circulação de pessoas dentro dos países participantes do acordo, sem a necessidade de apresentação de passaporte nas fronteiras.

1995: Finlândia, Áustria e Suécia

1999 -2002: Zona do Euro – União monetária

2004: Europa dos 25

. Malta, Chipre, Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, República Tcheca, Eslováquia e Eslovênia

2007: Romênia e Bulgária

2013: Croácia

2020: Saída do Reino Unido

"Brexit é uma abreviação das palavras inglesas britain (Bretanha) e exit (saída) que se popularizou com as campanhas pró e contra a saída do Reino Unido da União Europeia. A escolha pela saída foi determinada por meio de um referendo votado em 23 de junho de 2016 por 17,4 milhões de pessoas. Tal resultado acabou custando também a demissão do primeiro-ministro da Inglaterra, David Cameron, que advogava a favor da permanência na União Europeia."


OS DESAFIOS DA EUROPA NA ATUALIDADE

Desafios recentes:

Envelhecimento populacional

 A Europa encontra-se na quarta fase de transição demográfica

Carência de mão de obra em diversos setores

2011 – Crise Econômica

Elevação da relação dívida/PIB

Dificuldade para o refinanciamento das dívidas dos países

Em meio a este cenário, a imprensa britânica criou um termo muito popular para designar a economia dos principais países atingidos pela crise, pelo menos naquela época.

É aí que surge o PIGS (porcos, em inglês) que nada mais é do que este popular grupo de nações estremecidas pela crise, são elas: Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha (Portugal, Ireland, Greece and Spain).

Elevados déficits públicos mais uma economia pouco competitiva.

Medidas de socorro econômico oferecidas pelas Troika (Banco Central Europeu, FMI e Comissão Europeia.

Austeridade Fiscal (diminuição dos gastos públicos e aumento dos impostos)

Xenofobia 

Aversão aos imigrantes

Crises econômicas, desindustrialização e automação produtiva elevam o desemprego na Europa

Partidos de extrema-direita culpam os imigrantes pelo desemprego

Obs.: Xenofobia cresce durante a crise econômica de 2011

Movimentos separatistas

 Irlanda do Norte

Escócia

País Basco

Caralunha

Outros

Países da União Europeia

Abaixo, a lista de países com seu ano de entrada no bloco:

  • Alemanha (1952)
  • Áustria (1995)
  • Bélgica (1952)
  • Bulgária (2007)
  • Chipre (2004)
  • Croácia (2013)
  • Dinamarca (1973)
  • Eslováquia (2004)
  • Eslovênia (2004)
  • Espanha (1986)
  • Estônia (2004)
  • Finlândia (1995)
  • França (1952)
  • Grécia (1981)
  • Hungria (2004)
  • Irlanda (1973)
  • Itália (1952)
  • Letônia (2004)
  • Lituânia (2004)
  • Luxemburgo (1952)
  • Malta (2004)
  • Países Baixos (1952)
  • Polônia (2004)
  • Portugal (1986)
  • República Checa (2004)
  • Romênia (2007)
  • Suécia (1995)

A Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein fazem parte do continente europeu, mas não são membros da União Europeia. Participam, contudo, do mercado único, mas não da união aduaneira.

Os países candidatos para adesão à UE são: República da Macedônia do Norte, Islândia, Montenegro, Sérvia e Turquia. Já os potenciais candidatos são: Albânia, Bósnia e Herzegóvina e Kosovo.

fontes: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/etapas-formacao-uniao-europeia.htm

https://www.todamateria.com.br/uniao-europeia/


 

 

 

Posted by Francisco Geo




1 - Em 1952 ocorreu o principal marco da fundação do bloco econômico que deu origem à União Europeia. A chamada Europa dos Seis também é corretamente denominada de:

a) Comunidade Econômica Europeia.

b) Comunidade dos Estados Independentes.

c) Comunidade Europeia do Carvão e do Aço.

d) Mercado Comum Europeu.

e) Mercado Comum do Sul.

 

2 - O processo de consolidação do bloco europeu ocorreu ao longo de um grande recorte temporal, marcado por questões políticas e econômicas, que resultou em uma formação de 27 países. Qual o último país europeu que ingressou na União Europeia?

a) Croácia.

b) Sérvia.

c) Turquia.

d) Malta.

e) Chipre.

 

3 - Após a Segunda Guerra Mundial, além de se formarem os grandes blocos, diversos países se reuniram em organizações geopolíticas e econômicas, constituindo blocos econômicos regionais de diversos tipos.

Fonte: TERRA, L. e COELHO, M. de A. Geografia Geral e Geografia do Brasil: O espaço natural e socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005.

Considerando a integração econômica que ocorre no interior dos blocos regionais, relacione as colunas.

1) Mercado Comum

2) Zona de livre comércio

3) União aduaneira

(  ) Circulação de bens com taxas alfandegárias reduzidas ou eliminadas.

(  ) Padronização de tarifas para diversos itens relacionados ao comércio com países que não pertencem ao bloco.

(  ) Livre circulação comercial e financeira de pessoas, bens e serviços.

Assinale a sequência correta.

a) 1, 2, 3.

b) 3, 2, 1.

c) 2, 3, 1.

d) 2,1, 3.

 

4 - No que toca às questões econômicas, a União Europeia possui uma forte relação com a Rússia, que implica questões diplomáticas, já que a Rússia:

a) importa produtos agropecuários para a maior parte dos países da zona oriental da Europa.

b) comercializa bens manufaturados de alto valor agregado com os países do bloco europeu.

c) apresenta reservas de moeda estrangeira que são fundamentais para a economia europeia.

d) realiza muitos investimentos financeiros nos países da porção centro-ocidental da Europa.

e) exporta um grande volume de gás natural para os países constituintes do bloco europeu.

 

5 - Blocos econômicos são organizações internacionais que, em sua maioria, surgiram após a Segunda Guerra Mundial, quando vários países se encontravam em meio a um colapso econômico. Eles assumiram parcerias com diversos graus de integração, como: área de livre comércio; união aduaneira; mercado comum; e união monetária. O bloco econômico que tem efetivado em partes de seus membros todos esses graus de integração é o/a:

a) Mercosul.

b) Nafta.

c) Unasul.

d) OCDE.

e) União Europeia.

 

6 - Após três anos e meio e muitas idas e vindas, ocorreu o Brexit, a saída formal desse país da União Europeia (EU)

(BBC NEWS, 2020).

Marque a opção CORRETA que indica o nome do país que deixou a UE em 31 de janeiro de 2020.

a Bélgica.

b) Itália.

c) Alemanha.

d) França.

e) Reino Unido.

 

7 - No dia 23 de junho de 2016, o Reino Unido realizou um referendo sobre sua permanência na União Europeia (UE). Aproximadamente 17,4 milhões de britânicos votaram a favor do Brexit (saída), enquanto cerca de 16 milhões votaram contra. Representantes de diversos órgãos da UE lançaram uma declaração conjunta sobre o resultado do referendo do Reino Unido. Um dos trechos da declaração afirma que “...trata-se de uma situação sem precedentes, mas estamos unidos na nossa resposta. Permaneceremos fortes e defenderemos os valores essenciais da UE de promover a paz e o bem-estar dos seus povos. A União de 27 Estados-Membros irá continuar. Aguardamos agora que o governo do Reino Unido concretize essa decisão do povo britânico o mais rapidamente possível, por mais doloroso que esse processo se possa revelar. Qualquer atraso prolongaria desnecessariamente a incerteza. Estamos prontos para lançar rapidamente as negociações com o Reino Unido relativamente aos termos e às condições da sua saída da União Europeia. Até esse processo estar concluído, o Reino Unido continua a ser um membro da União Europeia com todos os direitos e obrigações que daí decorrem.” Acesso em: 05.10.2016. Adaptado.

Oficialmente, o referendo não torna obrigatória a saída do Reino Unido da UE. Caso esse processo se concretize, pode-se afirmar corretamente que a EU

 

a) retirará do Reino Unido as prerrogativas de Estado-Membro, como a isenção de tarifas alfandegárias entre todos os outros signatários da UE.

b) voltará ao estágio de Zona de Livre Comércio, acabando com a livre circulação de mercadorias entre os Estados-Membros restantes.

c) substituirá a moeda do Reino Unido pelo marco alemão, uma vez que a libra não será mais aceita pelos Estados-Membros da UE.

d) deverá excluir o Reino Unido do Parlamento Europeu, substituindo-o pela Escócia, uma república da Grã-Bretanha.

e) fechará o Banco Central Europeu, retirando o euro de circulação nos Estados-Membros que ainda compõem a UE.

 

8 - Crise financeira, alto fluxo migratório, líderes de direita e ameaça terrorista levam a União Europeia a um processo de desintegração. Sessenta anos depois de seu nascimento, a organização enfrenta o maior desafio com a saída:

a) da Alemanha.

b) do Reino Unido.

c) da Dinamarca.

d) da França.

 

9 - Meses depois de um conturbado referendo que aprovou a saída do Reino Unido do bloco europeu, o país finalmente formalizou o desligamento da União Europeia (UE). [...] Nesta quarta-feira (30), o embaixador britânico junto à UE entregou a notificação ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. Em seguida, a primeiraministra, Theresa May, fez o anúncio ao Parlamento britânico. Agora, está oficializada a ativação do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, documento fundamental que rege o funcionamento da União Europeia e que será o norteador desse processo de separação. A negociação entre Reino Unido e UE promete ser uma das mais complexas da história.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/mundo/5-pontos-sobre-a-saida-do-reino-unido-da-uniao-europeia. Publicado em 29 mar 2017. Acesso em 11/07/2018.

O processo de saída do Reino Unido da União Europeia recebeu o apelido de: 

a) OTAN.

b) Acordo de Paris.

c) BENELUX.

d) BREXIT.

e) Pacto de Varsóvia

 

10 - A abreviação se popularizou com as campanhas pró e contra a saída do Reino Unido da União Europeia. A escolha pela saída foi determinada por meio de um referendo votado em 23 de junho de 2016, por 17.4 milhões de pessoas. Tal resultado acabou custando também a demissão do primeiro-ministro da Inglaterra, David Cameron, que advogava a favor da permanência na União Europeia. Assinale a alternativa que apresenta a abreviação à qual o parágrafo faz referência:

a) Trackt.

b) Trexit.

c) Krexit.

d) Brexit.

e) Frexit.

 

11 - O final da primeira década do século XXI foi fortemente marcado pela crise econômica mundial que atingiu grande parte dos países formadores do bloco europeu. A _____________ foi a principal nação europeia atingida pela crise e contou com o apoio financeiro da União Europeia, entre outros organizamos internacionais, para auxiliar sua economia.

Qual país europeu completa corretamente o espaço acima?

a) Turquia.

b) Macedônia.

c) Croácia.

d) Grécia.

e) Finlândia.

 

12 - O acordo econômico entre a União Europeia e o Mercosul esbarra em diversas questões. Um elemento dificultador no estabelecimento desse acordo está ligado à:

a) pequena produtividade das lavouras dos países da América do Sul.

b) defesa de políticas ambientais por parte dos governos europeus.

c) crescente onda de extremismo político nos países sul-americanos.

d) qualidade dos produtos agropecuários oferecidos pela Europa.

e) elevação da demanda de combustíveis fósseis na América do Sul.

 

13 - Em relação à União Europeia (UE), o tratado econômico realizado em 1992 que iniciou o processo de circulação da moeda regional, o euro, foi o de:

a) Amsterdã.

b) Maastricht.

c) Lisboa.

d) Roma.

e) Nice.

 

14 - Assinale a afirmativa correta sobre o atual contexto de integração política e econômica na União Europeia.

a) A aprovação do Brexit resultou na saída da Escócia do Reino Unido em 2016 e na sua maior integração com a União Europeia a partir desse ano.

b) A permanência do Reino Unido no bloco EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) em 2016 está relacionada ao projeto de integração entre os países envolvidos e ao crescimento da União Europeia

c) A saída da Grécia e a entrada dos Estados Unidos na União Europeia em 2016 resultaram no crescente fortalecimento da integração política e econômica do bloco.

d) A saída do Reino Unido da União Europeia em 2016 integrou apenas a Grã-Bretanha e a Irlanda.

e) A saída do Reino Unido da União Europeia em 2016 pode resultar em alterações nas relações de integração entre os demais membros.

 

15 - Sobre a União Europeia e sua geopolítica, assinale a alternativa incorreta.

a) Em 1991 foi assinado o Tratado de Maastricht ou Tratado da União Europeia, que representou um avanço no processo de integração política e social entre os países integrantes desse tratado, com a implementação de uma cidadania europeia.

b) Brexit corresponde a uma abreviação para designar a saída do Reino Unido da União Europeia. Essa não é a primeira vez que um país-membro deixa a união política, visto que a Grécia fez o mesmo em 2012.

c) Em 2017, oito países foram retirados da lista negra de paraísos fiscais da União Europeia, comprometendo-se a ser mais transparentes.

d) A União Europeia tem uma moeda única, o euro, criada pelo Tratado de Maastricht como uma moeda para trocas de câmbio entre os países que fazem parte do acordo.

e) Em 2016, foi realizado um plebiscito para avaliar a opinião da população britânica sobre a saída de Grã-Bretanha da União Europeia. O resultado revelou uma divisão do país e, com uma pequena diferença, venceram os votos a favor do Brexit.

 

16 - Em 1989, o líder soviético Mikhail Gorbatchev visita a ilha de Cuba. Nos tempos da Perestroika, o presidente russo tem como meta:

a) reaproximar o líder cubano do governo norte-americano com o objetivo de derrubar o bloqueio econômico imposto à ilha caribenha.

b) convencer Fidel Castro a abrir o regime para garantir o ingresso de Cuba na nova ordem mundial capitalista.

c) informar ao dirigente cubano a retirada dos investimentos soviéticos em Cuba, devido à grave crise econômica em curso na URSS.

d) integrar a URSS à nova Organização Latino-Americana de Solidariedade patrocinada pelo ditador Fidel Castro.

e) desenvolver em Cuba um novo sistema de mísseis balísticos com ogivas nucleares.

 

17 - Sob a liderança de Mikhail Gorbachev, a "perestroika" buscou criar nova economia na URSS e a "Glasnost" buscou abertura política. Desapareceu a URSS e foi criada a CEI (Comunidade de Estados Independentes). Na política externa, o resultado mais importante das reformas no Leste Europeu foi:

a) o aumento do poderio bélico americano com a "Guerra nas Estrelas".

b) a militarização do Japão em função das ameaças da Coreia do Norte.

c) o enfraquecimento da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

d) o fim da Guerra Fria.

e) a reestruturação do Pacto de Varsóvia.

 

18 - Com as medidas da Perestroika e da Glasnost, a URSS pretendia, a um só tempo:

a) reestruturar as forças armadas e prosseguir na ocupação de outras regiões da Europa Ocidental.

b) reformar o sistema de mísseis balísticos que tinham por alvo os países-membros da OTAN.

c) resolver a crise econômica e acabar com a tensão político-militar da Guerra Fria.

d) integrar Cuba no Pacto de Varsóvia

e) Anexar a China aos seus domínios. 

 

19 - Com as medidas da Perestroika e da Glasnost, a URSS pretendia, a um só tempo:

a) reestruturar as forças armadas e prosseguir na ocupação de outras regiões da Europa Ocidental.

b) reformar o sistema de mísseis balísticos que tinham por alvo os países-membros da OTAN.

c) resolver a crise econômica e acabar com a tensão político-militar da Guerra Fria.

d) integrar Cuba no Pacto de Varsóvia

e) Anexar a China aos seus domínios. 

 

20 - A expressão “Glasnost” significa algo próximo de “transparência” e foi aplicada por Gorbachev no âmbito político. O sentido da Glasnost, no contexto do fim da Guerra Fria, indicava:

a) o fortalecimento do Politiburo, isto é, o sistema político centrado na burocracia estatal soviética.

b) o fortalecimento da KGB e da política secreta soviética como forma de garantir o controle sobre a população.

c) o aperfeiçoamento do sistema de espionagem soviético.

d) a transparência no processo de abertura política, passando de um sistema fechado, centrado no Partido Comunista, para um sistema com proeminência democrática.

e) o aperfeiçoamento de um programa político baseado em uma sociedade disciplinar e militarizada.

 

21 - “… com a subida de Gorbatchov ao poder, em 1985, a União Soviética iniciou a renovação de seus quadros dirigentes e pôs em prática a reformulação da legislação eleitoral, da administração popular e da economia…”

Das reformas a que o texto se refere surgiu a Glasnost:

a) um ousado plano de reestruturação da política e da economia que reduziu a participação soviética em conflitos fora da Europa.

b) uma doutrina da “soberania limitada” que previa a existência de governos coniventes com o monopólio de Moscou.

c) uma política de abertura, traduzida na campanha contra a corrupção e ineficácia administrativa, maior liberdade política, econômica e cultural.

d) uma forma mais liberal de comunismo que incluía a ampliação das liberdades sindicais e individuais na Rússia e excluía das mudanças os Estados satélites.

e) um plano quinquenal que priorizou a reforma agrária, a formação de cooperativas camponesas e adotou a educação obrigatória para todo o povo.

 

22 - Em 1991, a guerra civil na República Federativa da Iugoslávia iniciou-se com alguns conflitos na Croácia e na Eslovênia. Em 1992, as lutas ocorreram na Bósnia-Herzegovina, estendendo-se até dezembro de 1995. Recentemente, elas atingiram a província de Kosovo, na República Sérvia.

Para a ocorrência de todos esses conflitos, contribuiu o(a):

a) colapso dos regimes socialistas no Leste Europeu, o que provocou abalos na unidade política das províncias balcânicas, criando condições para que emergissem as diferenças étnicas, culturais e religiosas.

b) interferência das nações europeias participantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para evitar que os conflitos locais da região balcânica tivessem o apoio dos países signatários do Pacto de Varsóvia.

c) processo de globalização, que acelerou a modernização industrial dos países participantes da União Europeia (UE), causando desemprego, o que poderia ser resolvido com o crescimento dos exércitos regulares.

d) origem histórica dos povos eslavos, que buscavam uma forma de reconstruir o Império Otomano, desfeito autoritariamente pelo Acordo de Potsdam e pela Conferência de Yalta, após a Segunda Guerra Mundial.

 

23 - Sob a liderança de Mikhail Gorbachev, a “perestroika” buscou criar nova economia na URSS e a “Glasnost” buscou abertura política. Desapareceu a URSS e foi criada a CEI (Comunidade de Estados Independentes). Na política externa, o resultado mais importante das reformas no Leste Europeu foi:

a) o aumento do poderio bélico americano com a “Guerra nas Estrelas”.

b) a militarização do Japão em função das ameaças da Coreia do Norte.

c) o enfraquecimento da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

d) o fim da Guerra Fria.

e) a reestruturação do Pacto de Varsóvia.

 

24 - Em 1991, a guerra civil na República Federativa da Iugoslávia iniciou-se com alguns conflitos na Croácia e na Eslovênia. Em 1992, as lutas ocorreram na Bósnia-Herzegovina, estendendo-se até dezembro de 1995. Recentemente, elas atingiram a província de Kosovo, na República Sérvia. Para a ocorrência de todos esses conflitos, contribuiu o (a):

a) colapso dos regimes socialistas no Leste Europeu, o que provocou abalos na unidade política das províncias balcânicas, criando condições para que emergissem as diferenças étnicas, culturais e religiosas.

b) interferência das nações europeias participantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para evitar que os conflitos locais da região balcânica tivessem o apoio dos países signatários do Pacto de Varsóvia.

c) processo de globalização, que acelerou a modernização industrial dos países participantes da União Europeia (UE), causando desemprego, o que poderia ser resolvido com o crescimento dos exércitos regulares.

d) origem histórica dos povos eslavos, que buscavam uma forma de reconstruir o Império Otomano, desfeito autoritariamente pelo Acordo de Potsdam e pela Conferência de Yalta após a Segunda Guerra Mundial.

 

25 - A alternativa que melhor indica uma das causas que levou à crise da URSS, a partir da queda do Muro de Berlim é:

a) os enormes gastos com a indústria de bens de consumo.

b) as revoluções democráticas no Leste Europeu.

c) o enfraquecimento da burocracia militar.

d) o aprofundamento da crise econômica.

e) o processo de reunificação alemã.

 

26 -  “A primeira coisa, portanto, é dizer-vos a vós mesmos: ‘Não aceitarei mais o papel de escravo. Não obedecerei às ordens como tais, mas desobedecerei quando estiverem em conflito com minha consciência’. O assim chamado patrão poderá surrar-vos e tentar forçar-vos a servi-lo. Direis: ‘Não, não vos servirei por vosso dinheiro ou sob ameaça’. Isso poderá implicar sofrimentos. Vossa prontidão em sofrer acenderá a tocha da liberdade, que não pode jamais ser apagada”.

PAZZINATO, Alceu L. e SENISE, Maria Helena V. História Moderna e Contemporânea, São Paulo: Ática, 2002.

O texto caracteriza a política de Desobediência Civil defendida por

 

a) Mahatma Gandhi, como estratégia para a independência da Índia.

b) Nelson Mandela, no processo de descolonização e independência da África do Sul.

c) Agostinho Neto, na luta pela independência de Angola.

d) Patrice Lumumba, líder nacionalista do Congo Belga.

e) Abdel Nasser, na luta pela libertação do Egito.

 

27 - As principais religiões praticadas na Ásia Meridional e no Sudeste são o hinduísmo (dominante na Índia), o islamismo (Paquistão, Bangladesh e Indonésia), o budismo (Indochina e península Malaia) e o catolicismo (Filipinas). O hinduísmo é o grande fator de unidade nacional na Índia, país onde se falam cerca de 17 línguas e 1600 dialetos.

Analise as proposições sobre a Índia.

I – O domínio britânico na Índia trouxe sérias implicações econômicas: desarticulou a indústria artesanal, proibiu o surgimento de fábricas e forçou os indianos a abrirem grandes espaços para as culturas industriais como o algodão, o chá e a juta, agravando o problema de escassez de alimentos.

II – As reações mais fortes à presença britânica, na região, datam do fim do século XIX e cresceram após o fim da Primeira Guerra Mundial, sob a liderança de Mohandas Karamchand Gandhi chamado de Mahatma, que quer dizer “Grande Alma”.

III – A campanha de independência da Índia comandada por Gandhi contra o governo britânico era pacífica; como armas eram utilizadas as greves e o boicote aos produtos britânicos.

IV – A Índia conquistou sua independência após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1947.

V – Após a independência da Índia veio à tona o conflito entre hindus e muçulmanos – que já existia e que Gandhi inutilmente tentara resolver. Este conflito resultou na divisão do território indiano em dois países: a Índia (de maioria hindu) e o Paquistão (de maioria muçulmana).

Assinale a alternativa correta.

 

a)  Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras.

b) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.

c) Somente as afirmativas I e V são verdadeiras.

d) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.

e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

 

28 - Gandhi foi responsável pelo quê?

 

a) Pela independência da Índia e por lutar a favor dos direitos humanos.

b) Pela desobediência civil e pelos jejuns como forma de protesto somente.

c) Pela defesa da não violência apenas

d) Pela invasão ao Paquistão

e) Anexação de Bangladesh e o Paquistão

 

29 - “À medida que o movimento nacionalista se desenvolvia e procurava uma base de massas, Mohandas Gandhi fornecia um elo entre os setores poderosos da burguesia e os camponeses, através da doutrina fundamentada no ahimsa, das curadorias e da glorificação da comunidade aldeã indiana. Por esse e outros motivos, o movimento nacionalista não tomou uma forma revolucionária, embora (...) forçasse a retirada do Império Britânico enfraquecido.” (MOORE Jr. As origens sociais da ditadura e da democracia. 1983, p. 313.)

No contexto do processo de Independência da Índia, na primeira metade do século XX, é CORRETO afirmar que Gandhi

 

a) buscou conciliar, na Índia Ocidental, a religião hinduísta com o cristianismo anglicano.

b) criou o movimento nacionalista sustentado na conversão dos muçulmanos ao hinduísmo.

c) defendeu enfaticamente os princípios da desobediência civil e da resistência pacífica.

d) desconstruiu o sistema de castas e retirou os aldeões de sua condição de submissão.

 

30 - Quando comparada à revolução chinesa, a independência indiana adquire uma singularidade que, ainda hoje, desperta a atenção dos estudiosos. Ao contrário de uma revolução comunista, a Índia adquiriu sua independência pela via pacífica.

Identifique o comentário que se refere, corretamente, à política implementada por Gandhi para obter a independência.

a) A política de desobediência civil, cujo exemplo foi a chamada Marcha do Sal, fundamentava-se no princípio da resistência pela violência.

b) O sistema hindu, fundado na igualdade social e no sistema de castas, representou um obstáculo à independência indiana.

c) Parte significativa da burguesia indiana apoiou a política de Gandhi, pois, o seu programa de defesa do produto nacional ajudava a combater a concorrência dos materiais ingleses.

d) A doutrina da dignidade do trabalho defendida por Gandhi implicava a defesa intransigente de greves de cunho político.

e) O principal impulso do programa de Gandhi era a proposta de reformulação da aldeia tradicional com a introdução da mecanização no campo.

 

31 - Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948) iria acabar conseguindo mobilizar as aldeias e bazares da Índia, às dezenas de milhões, em grande parte com o mesmo apelo ao nacionalismo da espiritualidade hindu, embora tendo o cuidado de não romper a frente comum com os modernizadores (dos quais num sentido real, ele fazia parte) e de evitar o antagonismo à Índia maometana, sempre implícito na visão militantemente hindu do nacionalismo.

(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos.)

Acerca do processo de independência da Índia britânica, é correto afirmar que

a) as relações entre hindus e maometanos permaneceram harmoniosas no subcontinente.

b) o fundamentalismo hindu tornou-se hegemônico na Índia, eliminando a liberdade religiosa.

c) houve uma divisão entre as forças que Gandhi tentou manter unidas na luta de libertação.

d) os valores tradicionais foram abandonados em nome da ocidentalização e da aproximação dos EUA.

e) Gandhi tornou-se um herói nacional e assumiu a direção política e religiosa do subcontinente.

 



32 - Após o término da 2ª Guerra Mundial (1939/1945), o sistema imperialista começou a ser desmontado através de uma série de conflitos que marcaram o mundo com a chamada descolonização da África e da Ásia. O processo de independência da Índia acabou sendo totalmente diferente dos demais países asiáticos e africanos. A singularidade do movimento de independência indiano pode ser explicada pelo seguinte aspecto:

a) a presença de vários grupos religiosos na Índia dando origem a um processo de fragmentação territorial que não foi visualizada em outras nações;

b) a eclosão de uma violenta guerra entre indianos e a metrópole inglesa que obrigou a intervenção da ONU para garantir a liberdade da Índia;

c) a presença da liderança de Gandhi que desencadeou campanhas pacifistas de desobediência civil ao poder inglês sobre a Índia;

d) a eclosão de conflitos locais entre a maioria hindu e as minorias religiosas indianas facilitando a negociação da independência com os ingleses;

e) a presença do governo francês dando apoio a independência indiana para diminuir o poder inglês no continente asiático.

 

33 - Ao limitar a maioria dos casais da China continental a um filho, a Comissão Nacional de População e Planejamento Familiar afirma que cerca de 400 milhões de nascimentos foram prevenidos de 1979 em diante.

"Os nascimentos prevenidos na China também são significativos para a preservação dos recursos naturais e meio ambiente em todo o mundo", diz o professor Yuan Xin, do Instituto de População e Desenvolvimento, parte da Universidade Nankai. "Mas esse mérito poderia ser desperdiçado caso a população chinesa viesse a consumir de modo incansável, como fazem os ocidentais, dado o tamanho da população do país".

Os dados oficiais demonstram que o consumo per capita chinês é 20% inferior ao dos Estados Unidos. Caso fossem iguais, o uso total de energia na China seria quatro vezes maior que o norte-americano.

De acordo com Yuan, o governo chinês reconheceu o potencial de consumo excessivo e adotou políticas que encorajam uma economia e estilo de vida "verdes". Promoveu o fechamento de indústrias poluentes e que consomem energia intensamente, desencorajou a compra de automóveis por meio de diversas medidas, promoveu a separação do lixo reciclável e a conservação de água e energia, e proibiu a distribuição de sacolas plásticas.

Folha de S. Paulo, 31/10/2011. Disponível em: Folha.uol

O texto revela os resultados das práticas de controle do crescimento e do modo de vida da população chinesa promovidas pelo governo. Entretanto, como um possível problema ou efeito colateral futuro dessa política, podemos citar:

a) O aumento das disparidades econômicas entre as diferentes regiões chinesas.

b) Problemas relacionados à previdência social e à aposentadoria, em virtude da inversão da pirâmide etária da população.

c) Diminuição do nacionalismo chinês em virtude do aumento da influência da globalização, o que poderia provocar a fragmentação do território da China.

d) As estratégias de redução de consumo podem provocar aumentos excessivos de inflação na economia chinesa.

 

34 - A China é apontada, hoje, como uma futura superpotência mundial. Apesar de sua abertura gradual e do aumento das desigualdades sociais, o país oferece uma série de vantagens para o capitalismo internacional. Assinale a única alternativa FALSA em relação a essas vantagens:

a) O grande mercado consumidor real e potencial que o país oferece.

b) A localização privilegiada junto às economias que mais crescem no mundo contemporâneo.

c) A sólida infraestrutura em termos de transportes, energia e comunicações.

d) Mão de obra muito farta e extremamente barata em relação a outros países da região.

 

35 - Existem, na China, inúmeros grupos étnicos que se dividem em mais de 56 agrupamentos diferentes. No entanto, o maior deles é o povo _______________, com cerca de 90% da população total da China. A presença desses grupos em um mesmo território foi marcada por alguns conflitos e pela rivalidade, fatos que têm sido controlados pelo governo.

A alternativa que preenche corretamente a lacuna e que corresponde à maior etnia chinesa é?

a) Han

b) Zhuang

c) Manchu

d) Hui

e) Miao

 

36 - Pode-se afirmar que no território chinês existem duas Chinas. Sobre as disparidades regionais entre essas duas realidades, podemos afirmar que:

a) A porção Oriental é extremamente rica e a Ocidental é extremamente pobre, em virtude de fatores exclusivamente naturais.

b) A China Ocidental é mais rica e industrializada que a Oriental, em virtude da adoção de medidas nessa região que a tornaram independente do restante do país.

c) Os avanços na China Oriental devem-se à implantação, nessa região, das ZPEs (Zonas de Proteção às Exportações), ao contrário da China Oriental, que vive, por opção do governo chinês, em uma economia basicamente agrária e estagnada.

d) A China Ocidental é a grande responsável pelo crescimento chinês, porque nela foram adotados os valores culturais e econômicos do capitalismo ocidental.

37 -  A agricultura chinesa está planejada de acordo com as premissas da implantação do socialismo no país. Até 1984 a organização do trabalho agrícola era representada:

a) pelo Kuomintang;
b) pelas comunas populares;
c) pelos kolkhozes e sovkhozes;
d) pelos kibutzin;
e) pelas sheep stations.

38 - Há grandes diferenças entre a China continental de Oeste e a Leste. Dentre elas, podemos dizer que a China Oriental:

a) é mais populosa que a Ocidental;
b) é mais seca que a Ocidental;
c) é socialista e a Ocidental, capitalista;
d) é agrícola e a Ocidental, industrial;
e) coincide com o domínio do arroz e a Ocidental, com o do trigo.

39 - A República Popular da China se apresenta principalmente como um país:

a) agrícola, produzindo através das Comunas Populares e mantendo-se fechada ao comércio internacional;
b) de economia estatal e cooperativa, com algumas zonas de livre mercado abertas aos capitais internacionais;
c) economicamente ligado a Taiwan, Cingapura e Coreia, compondo os “Tigres Asiáticos”;
d) socialista industrializado e dotado de uma agricultura extensiva mecanizada;
e) de economia pastoril nas planícies dos grandes rios e de cultura intensiva nas encostas do Himalaia.

40 - Considerando a Rússia na nova ordem mundial, assinale a opção INCORRETA:

a) Tem uma economia mais significativa que a dos países emergentes, igualando-se aos países centrais no setor industrial e tecnológico.

b) Acumulou-se um extraordinário arsenal nuclear ao longo dos anos, capaz de destruir várias vezes a Terra.

c) A crise russa gerou impacto nos mercados emergentes e redirecionou os interesses das finanças internacionais.

d) Os reflexos da instabilidade econômica refletem-se nas bolsas de valores e geram turbulências em países centrais e periféricos.

e) Passa por graves transformações políticas e seus programas governamentais têm dificuldade de atender às necessidades da nação.

 

 

Posted by Francisco Geo

Quem sou eu

Formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF)(Licenciatura), Bacharel em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Curso de extensão em O&M pela Fundação Getúlio Vargas, Pós-graduado em gestão ambiental pela Ferlagos, Professor da rede estadual do Estado do Rio de Janeiro e da rede particular, professor de curso preparatório militar, cursos pré-vestibular.

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